PM aponta falhas da Federação e de clube mandante na organização da decisão

A Polícia Militar convocou uma coletiva de imprensa no final da manhã desta terça-feira (10) para apresentar detalhes do esquema de segurança da decisão entre CSA e CRB, que acabou em confusão entre torcidas organizadas e partes do Estádio Rei Pelé danificadas. Comandante do policiamento da partida, o Coronel Túlio Roberto, apontou falhas dos organizadores da partida, a Federação Alagoana de Futebol (CSA) e o clube mandante, o CSA.

Segundo o Coronel, o efetivo ficou comprometido quando parte dos militares precisou ser deslocado para o setor das catracas, uma vez que torcedores com ingressos tentavam entrar no “Trapichão”.

“Em torno de 1 mil ou 1.200 torcedores, munidos de seus ingressos não tiveram acesso, o que ocasionou um problema, por parte de torcedores do CSA, nos portões 1 e 4”, afirmou o Coronel, que explicou que o fechamento dos portões foi feito às 16h03, quando o jogo já havia começado e às 16h15m houve o arrombamento.

A confusão aconteceu porque às 16h00, horário de início da partida, a PM já havia constatado a superlotação. Com milhares de torcedores ainda do lado de fora, os funcionários responsáveis pelas catracas deixaram o posto, gerando a insatisfação dos torcedores que danificaram os equipamentos.

Foto: Maria Alliny Torres

Foto: Maria Alliny Torres

O comandante do policiamento da partida informou que a segurança dentro do estádio ficou prejudicada, tento em vista que militares internos, foram deslocados para fazer o setor externo, buscando evitar um problema ainda maior no local.

Em contato com a assessoria de comunicação do CSA, time mandante do jogo, o clube confeccionou o número de ingressos solicitado pela PM, 13 mil. Ainda de acordo com o clube marujo, 20 minutos do jogo ainda havia 1.600 lugares disponíveis e que relatórios comprovam toda a regularidade da organização.

Como o MinutoEsportes já havia relatado na segunda-feira em conversa com o Comandante do Policiamento da Capital (CPC), Coronel Wilson, a ideia de que o estopim para a confusão foi a provocação dos jogadores do CRB para a torcida do CSA, foi reforçada pelo Coronel Túlio Roberto, que ainda explicou que o problema poderia ser ainda maior.

“Na minha visão, todas as nossas ações foram determinantes para evitar uma invasão em massa, a qual poderia resultar em uma tragédia maior”, concluiu.

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