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PMDB renova planos com Temer presidente

O “poder da caneta” conferido ao PMDB com a ascensão de Michel Temer à presidência da República, ainda que, neste momento, interinamente, tem criado expectativas sobre os reflexos no fortalecimento do partido em Pernambuco. Em visita ao estado, no início do ano, o próprio Temer falou da necessidade de fortalecimento da legenda para as disputas municipais. Agora, mesmo de maneira cautelosa, o comandante da sigla no estado, Raul Henry, reconhece que a afinidade de um candidato a prefeito, seja qual for, com um presidente da República, tem sim o “efeito psicológico” verificado em pesquisas. “É claro que tem um efeito psicológico. Na eleição municipal ser do partido que tem o presidente da República dá um prestígio maior e uma perspectiva de parcerias para obras. Isso a gente vê em pesquisas ano a ano”, afirmou.

A avaliação, porém, é que um fortalecimento dependerá de o governo Temer ser ou não bem sucedido. “Se ele (Temer) consegue tirar o Brasil dessa crise com certeza isso reflete de maneira positiva para o partido”, declarou o presidente do PMDB do Recife, Jayme Asfora. Nesse sentido, os peemedebistas repetem que esse novo peso do partido seria uma consequência, uma vez que a preocupação foge às dimensões locais. Ao tratar do assunto, Raul Henry ressalta que das vezes em que esteve com o presidente Temer, o deputado Jarbas Vasconcelos destacou que o partido (de Pernambuco) não queria cargos. O deputado, inclusive, tem dado preferência à restringir-se a um tom nacional ao falar do partido.  

“Pensar que o PMDB de PE sai ganhando porque é do mesmo partido de Michel Temer é ignorar os efeitos Brasil afora dessa crise profunda que estamos vivendo. O momento que o País atravessa, com indicadores econômicos e sociais muito ruins, pede uma união de forças e de esforços. Se as coisas melhoram no País, principalmente do ponto de vista econômico, Pernambuco melhora junto”, declarou Jarbas. Hoje coadjuvantes do PSB, os peemedebistas tiveram a hegemonia política do estado de 1999 até 2006, quando no Palácio do Campo das Princesas. O protagonismo seguinte veio na condição de líder de oposição até o realinhamento com os socialistas em 2014.

Apesar do risco especulado de que com um fortalecimento da sigla e saída do DEM e PSDB do governo Paulo Câmara, esses três partidos possam se realinhar pós-eleições municipais para a reedição de uma frente de oposição, essa possibilidade tem sido descartada no momento. Em reserva uma fonte peemedebista destaca que a avaliação interna é de que o rompimento foi precipitado. “A preocupação do partido é ganhar e na atual conjuntura é o PSB que reúne as condições de vitória de e de se manter no poder”. Isso tem feito com que, nos bastidores o partido procure caminhos para uma reversão dessa ruptura. Independente das chances disso ocorrer, a relação entre peemedebistas, tucanos e democratas, segue intocada


Fonte: Diário de Pernambuco

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