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Polícia alemã estuda diversas hipóteses sobre motivação de agressor de trem

Berlim, 10 mai (EFE).- As forças de segurança alemãs investigam uma suposta motivação política no esfaqueamento múltiplo que matou uma pessoa nesta terça-feira em Grafing, no estado da Baviera, mas também não descartam que o agressor tenha problemas mentais ou seja dependente químico.

O ministro do Interior do estado federado da Baviera, Joachim Herrmann, disse à imprensa no local do ataque que “ainda é preciso esclarecer até que ponto há outras motivações ou outras questões como perturbações (mentais) ou dependência às drogas”.

A procuradoria estadual de Munique havia informado pouco antes em comunicado que “o agressor fez declarações no local que levam a deduzir uma motivação política”, em relação aos gritos de “Allah akbar” (Alá é grande) durante o ataque, segundo várias testemunhas. A polícia trabalha com todas as hipóteses por enquanto.

O agressor é um jovem de 27 anos, sem antecedentes criminais e de nacionalidade alemã, explicou Hans-Peter Kammerer, porta-voz da polícia.

De acordo com a primeira reconstituição do crime descrita pelo porta-voz do Departamento de Criminalística (LKA) da Baviera, Karl-Heinz Segerer, à emissora de notícias “N24”, o agressor chegou à estação de trem de Grafing pouco antes das 4h50 locais (23h50 de segunda-feira em Brasília).

Depois, o agressor entrou em um trem e atacou com uma faca de 10 centímetros pelas costas a primeira vítima, um homem de 50 anos que morreu no hospital.

Em seguida, voltou às plataformas da estação e esfaqueou a segunda vítima, que ficou gravemente ferida. Logo depois, o indivíduo foi à praça em frente à estação e atacou dois ciclistas, que se encontram internados com ferimentos leves.

Os três feridos, segundo o comunicado da procuradoria, têm 58, 43 e 55 anos, tinham intenção de ir a Munique para trabalhar e agora estão em diferentes hospitais da região.

Vários policiais que estavam nos arredores da estação se aproximaram imediatamente ao local e detiveram o agressor, que não resistiu, explicou Segerer.

O jovem não explicou os motivos que o levaram a cometer o ataque e a polícia explicou que até o momento o detido não cooperou com os investigadores.

Enquanto isso, as investigações continuam na estação, que permanece fechada aos passageiros e com o a circulação de trens interrompida.

O foco dos investigadores na plataforma da estação é a análise dos resquícios de sangue deixados pelo ataque e as impressões digitais de pés descalços presumivelmente pertencentes ao agressor. Segerer ressaltou que o agressor agiu sozinho e que “qualquer perigo para a população está totalmente descartado”.

Fonte: Bol.com.br

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