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Procuradoria da Colômbia denunciará cúpula do ELN por mais de 15 mil crimes

Bogotá, 11 mai (EFE).- A Procuradoria Geral da Colômbia anunciou nesta quarta-feira que vai denunciar a cúpula do Exército de Libertação Nacional (ELN) por 15.896 crimes, entre eles crimes de guerra e contra a humanidade, sequestros e assassinatos cometidos nos últimos 30 anos do conflito armado interno.

A “macroimputação”, como foi definida em entrevista coletiva pelo procurador-geral encarregado, Jorge Fernando Perdomo, inclui Nicolás Rodríguez Bautista, conhecido como “Gabino”, número 1 do ELN, grupo guerrilheiro com o qual o governo espera iniciar um processo de paz.

Também serão acusados Israel Ramírez Pineda, conhecido como “Pablo Beltrán”; Eliécer Erlinton Chamorro, conhecido como “Antonio García”; Rafael Sierra, conhecido como “Ramiro Vargas”, e Gustavo Aníbal Giraldo, conhecido como “Pablito”.

Pablo Beltrán e Antonio García fazem parte da delegação do ELN que no dia 30 de março anunciou com o governo colombiano em Caracas, na Venezuela, um acordo para abrir uma negociação de paz similar a que acontece com as Farc em Havana.

Na investigação, que abrange o período entre 1986 e 2016, a procuradoria documentou que o ELN é responsável por pelo menos 4.894 sequestros, 930 recrutamentos ilícitos, 5.391 homicídios, 2.989 deslocamentos forçados, 1.605 infrações ao Direito Internacional Humanitário e mais de 80 casos de violência de gênero, entre outros crimes, detalhou Perdomo.

A procuradoria citou entre os homicídios emblemáticos cometidos pelo ELN o do pai do atual ministro do Interior, Juan Fernando Cristo, o médico e político Jorge Cristo Sahium, assassinado em Cúcuta, no nordeste da Colômbia, em 8 de agosto de 1997.

Fonte: Bol.com.br

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