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Produção industrial avança em março, mas recua 11,7% no 1º trimestre

A produção industrial do país aumentou 1,4% em março, invertendo a direção tomada um mês antes, de queda de 2,7% (dado revisado). Os números, feitos os ajustes sazonais, são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Dos 24 segmentos avaliados pelo organismo, a produção cresceu em metade. A principal influência positiva foi a de produtos alimentícios, cuja produção aumentou 4,6%, eliminando o recuo de 2,1% acumulado entre janeiro e fevereiro de 2016. Outras contribuições positivas importantes sobre o total da indústria foram máquinas e equipamentos (8,5%), produtos farmoquímicos e farmacêuticos (8,3%), veículos automotores, reboques e carrocerias (2,7%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (3,6%) e produtos de madeira (4,2%).

O resultado de março da indústria geral veio um pouco abaixo da média estimada por 21 analistas consultados pelo Valor Data, de aumento de 1,5%. O intervalo das estimativas ia de alta de 0,6% a crescimento de 2,4%.

Na comparação com março de 2015, a produção industrial brasileira caiu 11,4%, 25ª taxa negativa consecutiva. Os analistas consultados pelo Valor Data esperavam recuo menor, de 10,7%.

No primeiro trimestre, a queda da indústria foi de 11,7%, o pior resultado para o período desde 2009, quando houve recuo de 14,2%. Em 12 meses, o setor acumula baixa de 9,7%, o maior declínio desde os 12 meses encerrados em outubro de 2009, de 10,3%.

Categorias econômicas

De fevereiro para março, a produção de bens de capital aumentou 2,2%, feitos os ajustes sazonais. No mesmo tipo de confronto, a produção de bens intermediários subiu 0,1%, enquanto a de bens de consumo duráveis aumentou 0,3% e a de bens semi e não duráveis subiu 0,9%.

Em relação a março de 2015, a produção de bens de capital teve forte queda, de 24,5%; a de bens intermediários apresentou decréscimo de 10,9%, a de bens duráveis diminuiu 24,3% e a de semi e não duráveis caiu 3,8%.

Nos 12 meses encerrados em março, a produção de bens de capital caiu 28,3%, a de bens intermediários diminuiu 7%, enquanto a de bens de consumo duráveis declinou 21,6% e a de bens semi e não duráveis cedeu 6,6%.

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Fonte: Bol.com.br

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