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Recifense gasta R$ 30,75 por um almoço fora de casa

Leandro Lima precisa almoçar na rua durante os dias de semana. Segundo ele, a falta de tempo também impede que ele leve o alimento já pronto, em marmita. Foto: Brenda Alacântara/Esp. DP
Leandro Lima precisa almoçar na rua durante os dias de semana. Segundo ele, a falta de tempo também impede que ele leve o alimento já pronto, em marmita. Foto: Brenda Alacântara/Esp. DP

O recifense que não quiser desembolsar R$ 30,75 em uma refeição vai ter que passar a almoçar em casa ou andar com marmita. Segundo uma pesquisa realizada pela Associação das Empresas de Refeição e Alimentação Convênio para o Trabalhador (Assert), esse é o valor gasto, em média, em uma refeição composta por prato principal, bebida, sobremesa e café. Em um ano, o valor do almoço na rua subiu 11,4%. O preço na capital pernambucana fica acima da média nacional, que é de R$ 30,48.

A pesquisa analisou restaurantes, lanchonetes e padarias que aceitam vale refeição e que fazem pratos do tipo comercial, executivo, autosserviço e à la carte. Segundo Arthur Almeida, diretor da Assert, a subida de preço se deve à inflação e ao alto custo dos insumos usados no preparo dos alimentos e não foi ainda maior porque muitos estabelecimentos, para não perder a clientela, reduziram o lucro, ao invés de aumentar os preços. “O custo da matéria-prima está bem alto. No ano passado, por exemplo, o preço da cebola subiu 60%. E os estabelecimentos ainda precisam arcar com custos como energia e funcionários. Isso acaba refletindo no preço.”

O designer Leandro Lima precisa almoçar na rua durante os dias de semana. Mora em Boa Viagem e trabalha no Poço da Panela. Segundo ele, a falta de tempo também impede que ele leve o alimento já pronto, em marmita. Por isso, a opção mais viável, mas também mais cara, é comer em restaurantes no entorno do trabalho. Leandro acaba gastando, em média, R$ 480 por mês só para almoçar. Uma média de R$ 20 por dia, que muitas vezes é ultrapassada por causa da necessidade de variar o cardápio.

“Acho a variedade restrita e para diferenciar, preciso gastar um pouco mais. Se tiver reunião por exemplo, com certeza o gasto vai lá para os R$ 40”, conta o designer, que almoça fora de casa há três anos. Leandro diz que não percebeu muito o aumento no último ano, mas por um bom motivo. “Na verdade, eu sempre achei o custo muito alto. Teve aumento sim, claro. Mas para mim não foi nada tão expressivo porque sempre achei caro”, acrescenta.

A estudante Florrance Macena prefere levar a comida de casa. Para ela, o custo de comer fora é muito alto e a qualidade do alimento “não é lá das melhores” nos lugares mais acessíveis ao bolso. Quando não consegue levar, acaba optando por alimentos mais baratos, como lanches, menos saudáveis. “Não tenho como pagar mais de R$ 25 numa refeição todo dia. E meu curso é em horário integral. Não consigo voltar para casa. Por isso, faço o possível para levar minha comida”, explica. Para conseguir levar o almoço, a estudante prepara os alimentos na noite anterior e os conserva na geladeira, para que não percam a qualidade.

Saúde
A pesquisa da Assert também destaca a preocupação do consumidor com a alimentação saudável. Segundo a avaliação dos pesquisadores, os donos dos estabelecimentos perceberam uma maior procura por alimentos necessários para o bom funcionamento do corpo. Das cinco regiões do país, no Nordeste foi observada uma maior procura por essa categoria de alimentos. “Comida saudável é diferente de comida cara. Como a alimentação é um fator determinante da saúde, os consumidores devem estar atentos ao valor nutricional do alimento e os proprietários devem disponibilizar os alimentos no cardápio”, conclui Arthur Almeida.

Valor médio da refeição

Refeição completa: prato + bebida + sobremesa + café

Categoria / Total Brasil / Sudeste / Sul / Nordeste / Centro-Oeste / Norte
Refeição / R$ 30,48 / R$ 30,93 / R$ 31,74 / R$ 29,18 / R$ 26,73 / R$ 28,48
Comercial / R$ 27,03 / R$ 27,46 /  / R$ 28,81 / R$ 24,32 / R$ 22,50 / R$ 22,23
Autosserviço / R$ 28,43 / R$ 29,04 / R$ 28,98 / R$ 26,84 / R$ 25,40 / R$ 27,35
Executivo / R$ 45,69 / R$ 46,44 / R$ 53,01 / R$ 42,64 / R$ 38,63 / R$ 38,75
À la carte / R$ 60,96 / R$ 62,02 / R$ 57,86 / R$ 61,34 / R$ 55,23 / R$ 63,64

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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