Reunião sobre compra de imóveis pelo Boca Juniors acaba com briga e feridos

Buenos Aires, 5 mai (EFE).- Uma reunião entre moradores do bairro La Boca, em Buenos Aires, sobre terrenos que o Boca Juniors pretende adquirir na região, terminou em confusão na noite desta quarta-feira, resultando em duas pessoas feridas.

O clube argentino pretende adquirir terrenos e imóveis nos arredores da sede mediante licitação pública, com objetivo de iniciar um projeto de expansão de sua sede.

Ontem, integrantes de dois grupos políticos, um ligado à ex-presidente do país Cristina Kirchner, e outro ao atual mandatário, Mauricio Macri – que já presidiu o Boca -, entraram em confronto durante uma reunião para debater o tema.

Fernando Abal Medina, irmão de Juan Manuel Abal Medina, senador kirchnerista, e Matías Scinica, que faz parte do ‘Boca es Pueblo’ (Boca é o povo), grupo que reúne torcedores do clube argentino, ficaram levemente feridos.

Em comunicado divulgado hoje, o “Boca es Pueblo” afirmou que houve ataque de uma “gangue” durante a reunião e que os indivíduos respondem ao comando de um político do Propuesta Republicana (PRO), ligado ao atual presidente argentino.

“Meu irmão começou a pedir calma, para tentar pará-los. Quando se abaixou para chamar uma ambulância, começaram a agredí-lo. Ele desmaiou e continuaram batendo nele, até que saíram correndo quando viram uma poça de sangue de outro rapaz”, contou Juan Manuel Abal Medina.

O bloco de deputados da Frente para la Victoria (FpV), partido da ex-presidente Cristina Kirchner, divulgou comunicado hoje em que denuncia “a recente brutal agressão” que sofreram moradores do bairro e militantes de “diferentes grupos políticos e sociais”, feita por partidários de Macri.

A diretoria do Boca Juniors também divulgou nota hoje na qual “repudia” os acontecimentos e afirma que o objetivo é atrapalhar a expansão do clube, assim como o desenvolvimento do bairro em que está localizado o estádio de La Bombonera.

Fonte: Bol.com.br

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