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Ruas praticamente vazias aguardam decisão do Senado sobre impeachment

Alba Gil.

São Paulo, 11 mai (EFE).- As ruas do país esperam pacientes e quase vazias o veredicto que será pronunciado nas próximas horas pelo Senado, em cujas mãos está o futuro da presidente Dilma Rousseff.

A desértica paisagem das ruas das principais cidades do Brasil nada tem a ver com a imagem de um mês atrás, quando milhares de pessoas saíram para manifestar-se a favor e contra o governo enquanto a Câmara dos Deputados votava sobre a abertura de um processo de impeachment contra a governante.

Na ocasião, a população compareceu em massa nas ruas, termômetro da profunda crise que o país atravessa, e evidenciou a profunda brecha que se instalou, pouco a pouco, na sociedade.

No entanto, hoje a imagem das ruas é totalmente diferente.

Em Brasília algumas centenas de pessoas se reuniram na Esplanada dos Ministérios, na qual voltou a ser instalada uma cerca metálica de um quilômetro de extensão para separar os opositores e simpatizantes do governo e evitar possíveis incidentes.

Desta vez não houve telões para que o público seguisse o debate no Senado, mas sim gás de pimenta, que a polícia utilizou contra alguns participantes da concentração que tiveram que ser atendidos pelas equipes médicas.

Em São Paulo manifestantes a favor e contra o impeachment cortaram a Avenida Paulista, enclave da oposição e palco dos grandes protestos que em março pediram a gritos a cassação de Dilma.

Enquanto uns clamaram contra o golpe – como o governo tacha o processo contra a presidente -, outros alçaram os já famosos “pixulecos”, bonecos infláveis gigantes que representam Dilma com uma máscara de ladra e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva vestido com traje de presidiário.

A Cinelândia foi o ponto de encontro de 500 manifestantes no Rio de Janeiro, onde as forças de segurança tiveram que intervir para conter incidentes menores entre partidários e opositores do governo.

Ao contrário de outras vezes, os defensores do impeachment de Dilma abdicaram da praia de Copacabana e optaram por encarar os simpatizantes do PT, mas após o incidente se transferiram à vizinha praça da Candelária.

Assim, longe das multidões vermelha e verde e amarela do último mês, os brasileiros parecem ter preferido ficar em suas casas à espera do resultado da votação no Senado.

Fonte: Bol.com.br

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