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Secretário sugere retirada da PM para jogos de futebol em Alagoas

Uma encontro reuniu na manhã desta quinta (12), representantes da cúpula da segurança pública, Ministério Público, Tribunal de Justiça, Federação Alagoana de Futebol e clubes para formação de uma comissão que pretende discutir o cenário do futebol estadual. Após os confrontos entre torcidas organizadas no último domingo, o secretário de segurança, Coronel Lima Junior, apontou que responsabilidades devem ser divididas e questionou a presença da Polícia Militar em eventos privados e ainda apontou para o fim das organizadas e clássicos com torcida única.

Assim como outros pronunciamentos de membros da Polícia Militar durante a semana, o Coronel Lima Junior questionou a participação da PM em eventos privados. “Até que ponto a Polícia Militar deve trabalhar em evento privado? Temos de traçar pontos, que dê responsabilidades a todos os envolvidos. A segurança pública não vai pagar um preço, em que a federação e os clubes também tem responsabilidade”, disse.

O secretário ainda reforçou a ideia da retirada das torcidas organizadas dos estádios. “ A ideia é banir as torcidas organizadas do futebol alagoano, que passaram de torcidas organizadas para “bandos desorganizados de criminosos”, e que os clássicos a partir de hoje sejam feitos com torcida única”, concluiu.

Por outro lado, a representante do Ministério Público e do Juizado do Torcedor, promotora Sandra Malta, disse que o órgão concorda com o secretário em relação a extinção de torcida organizada, dizendo inclusive que há dez anos o MP já havia realizado uma ação civil pública pedindo essa extinção, e concorda também com a torcida única nos estádios. Em relação a segurança, ela disse que é dever sim, de acordo com o estatuto do torcedor, que o estado promova a segurança pública dentro das praças esportivas estádios.

“O MP toma medidas necessárias para que não haja mais violência dentro dos estádios. O nosso trabalho é de prevenção. Defendemos também a extinção das torcidas organizadas e a realização de clássicos com torcidas únicas. Quando tomamos a medida de que no jogo entre CRB e Vasco, os torcedores do CRB não poderiam ir ao estádio caracterizados, foi porque não poderíamos admitir que dois dias após o que aconteceu no clássico houvesse um jogo como se nada tivesse acontecido. A medida só não foi defendida pelos clubes e torcedores,  mas a sociedade entende a nossa preocupação”, explicou.

O presidente do Conselho Estadual de Segurança Pública (Conseg), Antônio Carlos Gouveia lembrou da ausência dos presidentes Rafael Tenório e Marcos Barbosa, de CSA e CRB respectivamente e que os dirigentes serão notificados pela ausência.

 

Paulo Chancey Junior com Maria Alliny Torres

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