Sem-terra protestam em frente ao TJ-AL, no centro de Maceió

Eles querem reunião com o judiciário para discutir reintegração de posse.  Trabalhadores questionam que só empresários são beneficiados.

 

Trabalhadores rurais sem-terra fizeram uma mobilização em frente ao Tribunal de Justica, na Praça Deodoro, em Maceió, na manhã desta segunda-feira (2). Eles pedem uma reunião com o judiciário para discutir sobre as decisões de reintegração de posse deferidas no Pleno.

"Queremos que essas reintegrações sejam discutidas antes com os movimentos, porque elas são mais um ato de violência contra os trabalhadores", explicou o diretor do Movimento de Libertação dos Sem-terra (MLST), Josival Oliveira.

Segundo ele, o ato faz parte das ações do "Abril Vermelho", mês escolhido pelas famílias do campo para reinvindicar várias pautas como a Reforma Agrária, democracia e melhores políticas trabalhistas.

"Só vamos sair daqui quando tivermos algum tipo de resposta. Esse é um dos nossos objetivos após marcha de 80 km que fizemos para lembrar o massacre dos carajás. Queremos que as decisões não sejam só tomadas pensando nos empresários e donos de terra, mas também nos trabalhadores",  explicou Oliveira.

Além do MSLT, também participam da mobilização os Movimentos dos Trabalhadores Rurais Sem-terra (MST), Terra, Trabalho e Liberdade (MTL), Luta pela Terra (MLT), Comissão Pastoral da Terra (CPC) e Via do Trabalho.

Com várias bandeiras de diferentes movimentos, sem-terra pedem reunião para discutir reintegrações de posse (Foto: Jonathan Lins/G1)Com várias bandeiras de diferentes movimentos, sem-terra pedem reunião para discutir reintegrações de posse (Foto: Jonathan Lins/G1)

Protesto na orla
Famílias rurais participam do ato do Dia do Trabalhador, que ocorreu na manhã o último domingo (01) na orla de Maceió. Segundo a organização, cerca de 6 mil pessoas participaram do momento. A Polícia Militar disse não ter calculado o número de participantes.

Eles seguiram em caminhada do Posto 7, na Jatiúca, até a praça que fica na frente do Alagoinhas, na Ponta Verde.

Antes, os manifestantes protestaram na frente de três supermercados de uma mesma rede. Eles denunciam que empresários descumpriram um acordo coletivo que permitia o fechamento de todos os estabelecimentos comerciais no feriado do Dia do Trabalhador.

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