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Senadores pedem à PGR medidas para evitar volta de Jucá a ministério

Após divulgação de diálogo, Jucá pediu exoneração do Planejamento.  Parlamentares solicitam que PGR apure se senador interferiu na Lava Jato.

 

 

Um grupo de 15 senadores de PT, PC do B, PPS, Rede e PDT apresentaram nesta terça-feira (24) uma representação à Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitando que o órgão adote “providências cautelares” para impedir que o senador Romero Jucá (PMDB-RR) volte a ocupar, "futuramente", o cargo de ministro do Planejamento. Eles também pedem para a PGR abrir processo para apurar se Jucá tentou barrar investigação.

Na segunda-feira (23), o jornal “Folha de S. Paulo” divulgou um diálogo entre Jucá e o ex-diretor da Transpetro Sérgio Machado, no qual o senador sugere um "pacto" para tentar barrar a operação Lava Jato. Jucá é um dos investigados na operação.

Após a divulgação do diálogo, Jucá pediu demissão do cargo de ministro do Planejamento. A exoneração do peemedebistafoi publicada na edição desta terça do “Diário Oficial da União”. Com a exoneração, Jucá voltou a exercer atividade parlamentar.

“[Os senadores] pedem, a vossa excelência [Rodrigo Janot], sem prejuízo das investigações necessárias, que adote as providências cautelares necessárias, a fim de obstar, futuramente, o exercício das atribuições de Ministro do Planejamento por sua excelência o senador Romero Jucá”, diz a representação.

Nesta terça, mais cedo, o PDT apresentou ao Conselho de Ética do Senado representação para que o colegiado abra procedimento disciplinar para investigar suposta quebra de decoro do Jucá. O documento é assinado pelo presidente da sigla, Carlos Lupi, e foi entregue pelo senador Telmário Mota (PDT-RR), primeiro vice-líder do partido na Casa. Com a representação, o conselho pode abrir processo capaz de resultar em punição que varia desde advertência até a perda do mandato.

Nesta terça, durante pronunciamento na sessão do Congresso, Romero Jucá disse que Temer “pediu” que ele continuasse no ministério. O senador disse ainda que apenas se afastou do cargo enquanto o Ministério Público não se pronuncia sobre o vazamento do áudio.

“Não cometi nenhum ato de irregularidade. O presidente Michel Temer pediu que eu continuasse no Ministério, mas entendi que [deveria pedir afastamento], para que as coisas sejam esclarecidas e para evitar exatamente esse tipo de manifestação atrasada, irresponsável e babaca de algumas pessoas. […] E falei com o presidente Michel: eu me afastei do ministério enquanto a Procuradoria-Geral da República não responder a essa questão”, contou Jucá.

Sem especificar quais locais, os senadores ainda pedem à PGR que impeça Jucá, ao exercer as atividades de senador, de “frequentar determinados lugares; ou que venha a se valer do exercício da função pública de congressista para, por qualquer meio, obstaculizar a operação Lava Jato”.

Assinam a representação os senadores Humberto Costa (PT-PE), Ângela Portela (PT-RR), Fátima Bezerra (PT-RN), Gleisi Hoffmann (PT-PR), Jorge Viana (PT-AC), José Pimentel (PT-CE), Lindbergh Farias (PT-RJ), Paulo Rocha (PT-PA), Regina Sousa (PT-PI), Paulo Paim (PT-RS), Vanessa Grazziotin (PC do B-AM), Telmário Mota (PDT-RR), Cristovam Buarque (PPS-DF), Reguffe (sem partido-DF) e Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

 

G1

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