Agora em alta no São Paulo, Ganso reencontra o Santos

“Ele precisa entrar mais na área e fazer mais gols”. A frase é do técnico Muricy Ramalho, referindo-se ao meia Paulo Henrique Ganso, em 2011, quando o jogador ainda envergava a camisa do Santos.

Em 2014, quando ambos defendiam as cores do São Paulo, Muricy continuava enxergando o problema —e seguia insistindo na cobrança.

“Converso com ele desde o Santos. Isso é um defeito dele. Ele prefere dar o passe a chutar para o gol. No Santos mesmo, para fazer gol era difícil. O camisa 10 precisa entrar na área e fazer gol”, afirmou o treinador após derrota para a Ponte Preta, pelo Campeonato Paulista. Naquela ocasião, Ganso teve a oportunidade de finalizar ao gol e empatar a partida, mas preferiu passar a bola, irritando o treinador são-paulino.

A crítica de Muricy era uma das que o meia se cansou de ouvir no período entre o brilho no início da carreira no Santos e o gradativo ocaso nos primeiros tempos de São Paulo. Ser pouco participativo para o time era outra das falhas apontadas no jogador.

Neste domingo (26), o meia jogará contra seu ex-clube, sem contestação sobre sua qualidade pela primeira vez.

Santos e São Paulo jogarão no Pacaembu, às 16h, no que foi apelidado pelos clubes como “clássico da paz”, devido a uma ação de marketing na qual os dois times chegarão ao estádio no mesmo ônibus.

Nesta temporada, Ganso tem mostrado evolução. Além de manter a habilidade para controlar o ritmo das partidas, tem entrado mais na área e, como resultado, aumentou significativamente o número de gols marcados. Foram sete em 31 partidas neste ano. Nos anos anteriores, desde 2012, quando foi contratado pelo São Paulo, o meia havia feito 17.

E muito dessa evolução se deve à incorporação das sugestões que Muricy fazia desde 2011 para que o meia melhorasse o seu futebol.

Segundo levantamento do Footstats, site especializado em estatísticas de futebol, em todo o Brasileiro do ano passado, Ganso finalizou 33 vezes: 22 de fora da área e 11 de dentro, marcando dois gols. Neste ano, contabilizando Libertadores e Brasileiro, o meia já finalizou 26 vezes, sendo que 15 delas foram de dentro da área. Resultado: três gols.

Convocado novamente para a seleção brasileira, após quatro anos, para a disputa da Copa América Centenário, nos EUA, o meia atribuiu a boa fase ao posicionamento mais próximo da área e aos gols em decorrência disso.

“O que fiz comigo mesmo foi voltar a fazer gols, a ser o jogador que pode desequilibrar uma partida, que pode ajudar a equipe do São Paulo, com muito trabalho e muito foco para voltar a ser jogador de seleção”, afirmou. “Acho que o principal é jogar mais próximo do gol adversário. Estou sempre próximo e tenho feito mais gols.”

HISTÓRICO

O duelo deste domingo marca o 500º jogo do Santos, que é o mandante do confronto, no Pacaembu. Nas 499 partidas disputadas até o momento pelo time no estádio, o retrospecto é regular.

Foram 217 vitórias, 132 empates e 150 derrotas, um aproveitamento de 52,3%. O time santista marcou 885 gols e sofreu 733, tendo como maior artilheiro Pelé, com 113, seguido à distância por seu parceiro, Coutinho, com 55.

Contra o São Paulo, foram 69 jogos: 21 vitórias santistas, 37 são-paulinas e 11 empates. O Santos jogou como mandante em 29 ocasiões, com dez vitórias e 14 derrotas.


Fonte: Folha.com.br

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