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Alemanha tem base fabulosa e é favorita, mas possui problemas nas laterais

Goal Brasil analisa o grupo C da Euro 2016, que além da Mannschaft, também conta com a Polônia de Lewandowski, o bom time da Ucrânia e a Irlanda do Norte

A espera finalmente está chegando ao fim. Nesta sexta-feira (10), a Euro 2016 terá início com o duelo entre França e Romênia, às 16h (de Brasília), no Stade de France, pelo grupo A da competição. A expectativa é enorme, e a Goal Brasil analisa a chave C da competição europeia, que tem muitos fatores interessantes.

Favorita, mas com problemas

A Alemanha, sem sombra de dúvidas, é a grande favorita ao título da Euro 2016 ao lado da França. Atual campeã mundial, a Nationalelf tem a base do time tetracampeão no Brasil, em 2014, e uma equipe fabulosa. No entanto, também existem alguns problemas.


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Os excelentes meio-campistas Ilkay Gündogan e Marco Reus, que seriam titulares da equipe de Joachim Löw, estão lesionados e não disputam o torneio, assim como Antonio Rüdiger, zagueiro que fez ótima temporada na Roma. Naturalmente, o defensor seria reserva de Hummels e Boateng, mas o ex-jogador do Borussia Dortmund, também contundido, só deve atuar na fase final da Euro 2016.

No entanto, Löw não deve estar arrancando os cabelos por conta destes desfalques. Enquanto Hummels se recupera, Mustafi, bom zagueiro do Valencia, que foi campeão em 2014, deve ser titular e formar uma ótima dupla de zaga com o excelente Boateng – caso o treinador escolha jogar em um sistema com dois zagueiros durante a Euro, o que acredito que será a sua decisão. Se escolher atuar com três na retaguarda, Höwedes deve fechar o trio. Atrás, Neuer, um dos melhores goleiros do mundo, passa toda a segurança que seus companheiros precisam.

(Foto: Getty Images)

Já no meio-campo, Löw tem alguns dos melhores volantes e meias do planeta à disposição. Apesar de Schweinsteiger estar sofrendo com as lesões, o técnico conta com Kroos, Khedira e Özil, que viveram excelentes temporadas por seus clubes, jogando em altíssimo nível, e seguem mostrando todo o talento que possuem com a camisa alemã. Além deles, Löw pode utilizar os meias Draxler e Sané, jovens e talentosos jogadores, de muita qualidade técnica, habilidade, ótimo passe, visão de jogo e agressividade, e os bons volantes Julian Weigl e Emre Can, que também foram bem por seus clubes em 2015/16. Ainda existem de Schürrle e Götze, que por mais que não tenham ido bem no último ano, costumam render bem com a Mannschaft.

​(Foto: Getty Images)

O grande problema da Alemanha está nas laterais. Ainda não foi encontrado um substituto para Philipp Lahm na direita, e Löw ignorou a excelente temporada de Schmelzer na lateral-esquerda do Borussia Dortmund. O limitado Hector está longe de ser confiável para ser titular na canhota, e improvisar alguém no flanco direito não é o ideal.

No ataque, por outro lado, ainda que não exista um substituto ideal para Miroslav Klose, Mario Gómez viveu ótima temporada no Besiktas campeão turco, sendo inclusive artilheiro da Turkey Süper Lig com 26 gols, e recuperou a boa forma. Não à toa, foi convocado para a Euro 2016. E nem precisamos falar muito sobre o futebol absurdo de Thomas Müller, um dos melhores atacantes do planeta. O que chama atenção, porém, é a insistência maluca de Joachim Löw em Lukas Podolski, que já há alguns anos não justifica suas convocações para a Nationalelf nem no clube nem na própria seleção.

(Foto: Bongarts)

A Alemanha tem um problema considerável nas laterais, e a defesa pode passar por alguns problemas. Os desfalques de Gündogan e Reus fazem diferença em qualquer time do mundo, mas ainda assim, a Mannschaft tem um time com uma qualidade impressionante. Löw tem muitas opções técnicas e táticas, inúmeras variações, um dos melhores goleiros do mundo, alguns dos melhores meias do planeta, um atacante de primeiro nível e outro em ótima fase. A Nationalelf, além disso, sempre chega forte, e desde 2004, sempre chegou nas semifinais da Eurocopa e da Copa do Mundo. A camisa pesa, e a qualidade é enorme. Os alemãoes chegam com força e favoritismo na França, e ao lado dos Bleus, são os grandes candidatos ao título.

Briga pelas outras vagas

A Alemanha deve avançar no primeiro lugar do grupo C, com isso, Ucrânia, Polônia e Irlanda do Norte brigam pelas outras duas vagas na fase final da Euro 2016. O segundo lugar garante vaga direta, enquanto os quatro melhores terceiros colocados também avançam.

Michael O’Neill fez história, e classificou a Irlanda da Norte pela primeira vez em sua história à Eurocopa. No entanto, é difícil imaginar que a equipe avance à fase final da competição. Existem alguns bons jogadores no time, como o destaque Kyle Lafferty, atacante do Birmingham City, mas no geral, a seleção é muito limitada e composta no geral por jogadores de clubes menores da Inglaterra e da Escócia.

(Foto: Getty Images)

Ucrânia e Polônia devem fazer uma briga equilibrada pelo segundo lugar, e quem perder a disputa deve ficar com o terceiro posto e torcer para ser um dos quatro melhores terceiros colocados.

Os ucranianos possuem um time melhor, mas os poloneses têm uma superestrela. A Ucrânia precisou da repescagem nas Eliminatórias para a Euro 2016, quando eliminou a Eslovênia, para se classificar ao torneio, depois de ficar no terceiro lugar do grupo C – que ironia, não? – atrás de Espanha e Eslováquia. Já a Polônia se classificou de forma direta na chave D, no segundo posto, atrás justamente da Alemanha, que vai reencontrar na França. No entanto, nos amistosos pré-Euro, a Ucrânia se saiu melhor, vencendo Romênia e Albânia fora de casa. A Polônia perdeu em seus domínios para a Holanda e empatou sem gols com a Lituânia.

(Foto: Getty Images)

Entre os comandados de Mykhaylo Fomenko, o capitão é o interminável volante Tymoshchuk, no auge de seus 37 anos. No entanto, existem bons jogadores como o meia Stepanenko e os talentosos Konoplyanka e Yarmolenko, ambos habilidosos e donos de muita qualidade técnica. A Ucrânia tem um meio-campo e um setor ofensivo muito interessantes.

(Foto: Getty Images)

Já a Polônia não joga um futebol muito vistoso, mas tem atletas de qualidade como o bom lateral-direito Piszczek e o meia Błaszczykowski, o famoso Kuba. A principal força da equipe, porém, está no ataque, com o jovem talentoso Milik, do Ajax, e a superestrela Robert Lewandowski, capitão e referência do time. Os dois podem fazer a diferença com a enorme qualidade e o faro de gol que possuem. A briga entre Polônia e Ucrânia é equilibrada e não tem como apontar um favorito para ficar com o segundo posto.


Fonte: Goal.com

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