Após vice, presidente da federação argentina renuncia, diz jornal

O presidente da AFA (Associação Argentina de Futebol), Luis Segura, renunciou ao cargo nesta segunda-feira (27), um dia depois de a seleção do seu país perder para o Chile e ficar com o vice-campeonato da Copa América Centenário.

A informação é do jornal argentino “Clarín”.

Segura, que comandou por anos o Argentinos Juniors, clube conhecido por ter revelado o craque Diego Maradona, estava no comando da entidade desde 2014, quando substituiu Julio Humberto Grondona, grande chefe do futebol argentino entre 1979 e 2014.

Victor R. Caivano/Associated Press
Luis Segura, ex-presidente da Associação Argentina de Futebol
Luis Segura, ex-presidente da Associação Argentina de Futebol

Grondona, que morreu em 2014, estava envolvido, segundo acusação do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, no caso de recebimento de propinas que levou dezenas de cartolas sul-americanos à prisão, a partir de maio de 2015.

A situação do futebol argentino fora de campo não é nada boa. Na última sexta (24), a Fifa anunciou uma intervenção na AFA e a criação de uma comissão, que terá até sete membros, para comandar a associação e convocar uma eleição até junho de 2017.

A Fifa explicou que tomou a atitude porque identificou problemas nas contas da sua filiada em contratos fechados com o governo local para a transmissão de jogos do Campeonato Argentino e outros projetos –pode ter acontecido desvio de dinheiro público.

No mesmo dia, porém, a juíza María Servini de Cubría notificou a AFA de que não é necessário seguir a ordem da Fifa e que a Justiça tentará um acordo entre a associação e o governo, que no fim de maio também tentou intervir na entidade alegando problemas administrativos e financeiros.

O novo governo argentino, de Mauricio Macri, que já presidiu o Boca Juniors, time mais popular do país, e assumiu o país em dezembro de 2015, disse também ter encontrado problemas nos contratos entre a AFA e o governo, fechados na gestão anterior de Cristina Kirchner.

O problema é que a Fifa não aceita intervenção governamental em suas associações, como pretende fazer Macri, por isso acionou seu novo Comitê Executivo, chamado de Conselho, para a criação da comissão que tomaria conta da AFA.


Fonte: Folha.com.br

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