Argentina tenta diante do Chile acabar com sina de 'geração perdida'

4 de julho de 1993. Copa América. Argentina campeã. Vinte e três anos se passaram desde a vitória diante do México, em Guayaquil, no Equador, e depois disso nunca mais a seleção principal conseguiu levantar uma taça sequer.

E não foi por falta de grandes jogadores. Durante esse período, nomes como Javier Zanetti, Riquelme, Verón, Sorin, Hernán Crespo, Messi, Tévez e muitos mais vestiram a camisa azul e branca, mas de nada adiantou.

Foram 15 competições disputadas entre Copas do Mundo, Copa das Confederações e Copa América, e o mais longe que conseguiram foram vice-campeonatos em cada uma das competições.

Geração perdida? Não é o que pensa Alfio Basile, último técnico campeão pela Argentina.

“O futebol argentino sempre se renova. Neste ano, quantos goleadores tivemos na Europa? Todos jogadores de seleção. Impressionante o que fazem Higuaín, Agüero, Dybala, e, claro, Messi”, cravou Basile em entrevista recente ao jornal El País, da Argentina.

Luis Alberto Alvarez/Xinhua
(160622) -- CHICAGO, junio 22, 2016 (Xinhua) -- El jugador José Fuenzalida (d), de Chile, festeja su anotación con sus compañeros durante el partido de semifinales de la Copa América Centenario, ante Colombia, celebrado en el Estadio Soldier Field, en la ciudad de Chicago, estado de Illinois, Estados Unidos de América, el 22 de junio de 2016. (Xinhua/Luis Alberto Alvarez/COLPRENSA) (cl) (jp) (fnc) ***CREDITO OBLIGATORIO*** ***NO ARCHIVO-NO VENTAS*** ***SOLO USO EDITORIAL*** ***PROHIBIDO SU USO EN COLOMBIA***
Jogadores do Chile comemoram gol sobre a Colômbia na semifinal da Copa América Centenário

Neste domingo (26), diante do Chile, em Nova Jersey, EUA, pela Copa América Centenário, Lionel Messi e seus companheiros querem sair do grupo de “derrotados” e espantar esse fantasma que assombra os argentinos.

O jejum poderia acabar no ano passado, mas os mesmos chilenos destruíram as esperanças na disputa de pênaltis da competição continental. A vice-liderança foi tratada por muitos torcedores como mais uma decepção dessa seleção e outra péssima atuação de Messi na final.

O astro do Barcelona, que estreou na equipe principal da Argentina em 2005, era visto no início como uma espécie de salvador da pátria. Porém, nesses 11 anos, o que ele mais ganhou foram críticas dos torcedores.

Para quem sentiu o peso da camisa, o atacante não pode ser execrado pela falta de conquistas.

“Creio que não faz falta a Messi ganhar um título com a seleção para ser o melhor. Tiveram grandes jogadores que ficaram muito perto de títulos. Léo está ai, mas tem tempo”, afirmou o ex-meia Juan Sebástian Verón, que fez parte dos tempos de seca da Argentina, ao jornal El Periódico.

Se depender do Chile, esse tempo do argentino vai perdurar por pelo menos mais dois anos.

Após eliminar o México por 7 a 0 e desclassificar a Colômbia após fazer 2 a 0, os comandados de Juan Antonio Pizzi chegam com moral para faturar o bicampeonato do torneio.

Os chilenos terão time completo, com a volta do meia Vidal, que estava suspenso, e com seus artilheiros Vargas (seis gols, maior goleador da competição) e Alexis Sánchez (três).

Na Argentina, a principal dúvida é Di María, que se recupera de lesão. A hipótese mais provável é que ele jogue a final, fazendo uma linha de frente com Lionel Messi e Higuaín.

No meio, o parceiro de Mascherano deve ser o volante Biglia, que se recuperou de lesão e deve entrar no lugar de Fernández, que se machucou na semifinal contra os Estados Unidos.

O árbitro será o brasileiro Héber Roberto Lopes.


Fonte: Folha.com.br

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