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Arma apreendida com suspeito foi usada em 6 homicídios, diz polícia

Resultado foi apontado após exame balístico realizado pela Perícia Oficial. Suspeito foi preso em março; todos os crimes aconteceram no mesmo mês.

 

A Polícia Civil informou, nesta terça-feira (7), que uma arma que havia sido apreendida em março deste ano com um suspeito de assassinato em Pilar foi usada em seis homicídios no município. A divulgação foi feita após resultado da perícia técnica do Instituto de Criminalística (IC) de Alagoas.

O delegado do município, José Carlos, explicou que a arma foi apreendida com Umberto da Silva, que foi preso em março com outras pessoas sob suspeita de envolvimento no assassinato de Genaldo Oliveira, no dia 29 do mesmo mês.

“Tínhamos a suspeita que o preso participava de um grupo que é responsável por vários crimes na região. Com o resultado do exame de balística, vamos conseguir avançar nas investigações para prender outros integrantes desse grupo”, disse o delegado.

Apesar da arma ter sido encontrada com Silva, o delegado disse que ele não participou de todos os assassinatos, que podem ter sido cometidos por outras pessoas. “Sabemos que a quadrilha tem como chefes Roberto dos Santos Sales, o Tinho, e Carlos Alberto da Silva Júnior. Essas mortes começaram depois que o pai e o irmão do Tinho foram assassinados”, revelou.

Todos os crimes aconteceram no mês de março. O primeiro foi um duplo homicídio no dia 2, que teve como vítima Germinio Jacinto da Silva e Felipe Argenor. Outro crime foi o assassinato de José Cícero Nogueira dos Santos, no dia 8, e o de Ailton Francisco dos Santos, no dia seguinte. José Marcos Carlos de Almeida foi morto no dia 15, e, por último, o de Genaldo.

“As mortes foram por vingança. Pelas investigações, o alvo eram as pessoas que eles achavam que tinham envolvimento com a morte do pai e do irmão do Tinho e seus familiares”, falou José Carlos.

Perícia
Os peritos criminais Lucas Nascimento e Ricardo Leopoldo realizaram os confrontos balísticos de elementos de munição de arma de fogo de oito casos, dos quais, seis deram positivos com a arma apreendida.

A pedido do delegado, responsável pelo inquérito policial, os peritos realizaram os confrontos balísticos entre os padrões da arma apreendida, os projéteis retirados das vítimas no IML e os projéteis e estojos coletados em locais de crime pelos peritos criminais desse instituto.

O perito criminal Ricardo Leopoldo disse que cada perito ficou responsável por examinar quatro dos oito casos. Desse total, dois deles foram eliminados, visto que, foram constatadas incompatibilidades entre os calibres.

 

G1

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