Artista nu que derramou sangue em cruz cometeu crime, diz OAB


9/06/2016 – 19:28


Apresentação foi alvo de muitas críticas, universidade defende performance




Artista nu que derramou sangue em cruz cometeu crime, diz OAB
Artista nu que derramou sangue em cruz cometeu crime

A Ordem dos Advogados do Brasil do Ceará (OAB-CE) entrou com uma representação no Ministério Público solicitando investigação da peça “Histórias Compartilhadas”. Apresentada por Ari Areia na Universidade Federal do Ceará (UFC), no último mês de maio, causou muito debate por que o ator estava seminu e derramou o próprio sangue sobre imagens de Jesus  Cristo.

Em nota divulgada à imprensa, a OAB ressalta que preza pelo pluralismo de ideias e pela liberdade de expressão, mas repudia o que considera “excesso”.

Na verdade, Areia pode ter sua conduta considerada crime, previsto no Artigo 208 do Código Penal: vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso, como afirma a nota. Critica ainda a UFC: “A universidade como ambiente de nascedouro, proliferação e discussão de ideias, pode e deve apoiar todos e qualquer debate, mas dentro dos limites estabelecidos na legislação brasileira”.

A performance foi apresentada durante o 1º Seminário Conversas Empoderadas e Despudoradas sobre Gênero, Sexualidade e Subjetividades. A divulgação das imagens na internet gerou uma onda de críticas.

Ari se defende, afirmando que o ato artístico visa refletir “a vida do transsexual na sociedade”. Para ele, não se trata de uma afronta à religião, sendo, na verdade, a maneira que encontrou para revelar o que considera a incompreensão da sociedade ao gênero. Pela internet, disse que seus críticos são homofóbicos.

“Gostaria de explicar que esse espetáculo não foi construído com recurso público federal, estadual ou municipal. Gostaria também de repudiar toda sorte de intimidações a mim direcionadas e dizer que não nos curvaremos diante disto, continuaremos com nosso trabalho e militância dentro e fora dos palcos”, disse o ator.

A administração superior da UFC, nega que exista “qualquer conotação desrespeitosa e muito menos criminosa”. Também em nota, afirma: “A UFC continuará defendendo o profundo respeito às manifestações e aos símbolos religiosos dentro e fora da Universidade e jamais admitiria o contrário”. Com informações Tribuna do Ceará


Fonte: Gospelprime.com.br

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