Avião que transportava Eduardo Campos estava no nome de "laranjas"

A Operação Turbulência, deflagrada na manhã desta terça-feira (21/6), é um desdobramento das investigações envolvendo o avião que transportava o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB) durante a campanha presidencial de 2014.

Os investigadores descobriram que “laranjas” apareciam como os verdadeiros donos da aeronave modelo Cessna Citation. O avião estava no nome da AF Andrade Empreendimentos e teria sido repassado a empresários nordestinos.

Empresas transferiram valores para valores para a AF Andrade. A companhia encaminhou extratos para a Polícia Federal. São 16 transferências de fantasmas que somam R$ 1,7 milhão. O empresário João Carlos Lyra Pessoa de Melho Filho, preso em São Paulo, é considerado o “operador” da “compra”. No extrato da AF Andrade consta uma transferência dele no valor de R$ 195 mil.

Apolo Santana Vieira é dono de uma importadora de pneus. Ele aparece com João Carlos na intermediação do negócio. Para a PF, os voos eram usados eram usados como parte do pagamento de propina. As “doações eleitorais” em forma de “táxi aéreo” não eram contabilizadas oficialmente.

Ligação com Yousseff
Uma das empresas que transferiram recursos para “compra” do avião que transportava Eduardo Campos é a Câmara & Vasconcelos. Ela aparece na delação premiada do doleiro Alberto Yousseff, um dos principais operadores do esquema bilionário de corrupção na Petrobras.

Os investigadores descobriram que ela transferiu R$ 100 mil para a conta da AF Empreendimentos, que seria inicialmente responsável pela aeronave. Em depoimento, o doleiro refere-se a uma dívida de campanha de 2010.


Fonte: Diário de Pernambuco

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