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CA100: Abatimento e obrigação

Clima em último treino da Seleção antes de jogo contra Haiti, nesta quarta (08), era de apreensão… um tropeço e trabalho de Dunga fica na corda bamba



GOAL Por Matheus Harb, de Orlando, FL (EUA)


Dois anos depois de encarar a Alemanha em uma final de Copa do Mundo, o Brasil vê seu destino dependendo de uma partida contra… o Haiti – nesta quarta-feira (08), às 20h30 (de Brasília), em Orlando, pela segunda rodada do Grupo B da Copa Centenário. Tecnicamente, sim, é o futuro do técnico Dunga que está em jogo, e também um trabalho de dois anos, mais de 20 partidas disputadas, uma eliminação na conta e uma Olimpíada em dois meses. Colocar a Seleção e seu comandante de mãos dadas não é, então, nenhum exagero.


(Foto: Lucas Figueiredo I MoWa Press)

A última coletiva de imprensa antes da partida no Camping World Stadium, na terça (07), tem muito a dizer sobre o momento: nem mesmo o discurso otimista de superação das recentes adversidades – tiroteio em Los Angeles, cortes sucessivos no elenco, uma estreia sem brilho – puderam disfarçar o abatimento de Dunga, ao ver seu time chegar à Flórida ainda sem Miranda, lesionado, e as chuvas que dificultaram a preparação do Brasil – inclusive impedindo a equipe de realizar o reconhecimento de gramado. Quase como trabalhar às cegas.

Dunga evitou falar em goleada, foi cauteloso em suas colocações e deixou claro que, não importando a elasticidade do placar, a equipe ainda tem muito trabalho pela frente antes de almejar qualquer coisa nesta Copa América. De fato, os correspondentes que seguem a Seleção nos Estados Unidos têm se mostrado pouco impressionados com o pouco que a organização permite observar dos treinos da Seleção, ainda que existam muitas peças novas no grupo de 23 jogadores.

Correndo contra o tempo, o Brasil precisa não só de uma vitória hoje como também melhorar o mínimo suficiente para conseguir um bom resultado contra o Peru e evitar, já nas quartas, um provável adversário colombiano – e uma longa viagem, já que o segundo colocado do Grupo B jogará em Seattle, no noroeste americano, na próxima fase. Os obstáculos no caminho já estão sendo vencidos, na medida do possível, mas é talvez a si mesma que a Seleção precise superar para, dois anos depois de decidir uma vaga em final de Copa, evitar um vexame contra o todo-poderoso Haiti.



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Fonte: Goal.com

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