Chile vira intruso que Brasil e Argentina nunca tiveram na região

A conquista da Copa América Centenário deve ser colocada como mais uma daquela que é conhecida como a “geração de ouro” do Chile, um país pouco acostumado com títulos futebolísticos em sua história.

É a primeira vez que uma seleção nacional que não Brasil, Argentina ou Uruguai vence duas edições seguidas da Copa América.

A trilha de vitórias dessa geração começou em 2005 e 2007, quando pela primeira vez na história a seleção chilena foi conquistada vaga para dois Mundiais sub-20 consecutivamente. Jara, Fuenzalida, Vidal, Isla, Medel e Sánchez participaram dessas campanhas. Na edição de 2007, no Canadá, eles ficaram em terceiro lugar, a melhor colocação histórica.

Em 2010, depois de 12 anos de ausências, a seleção chilena consegue a classificação para uma Copa, a da África do Sul. O técnico era Marcelo Bielsa. Em 2008, o Chile vence a Argentina pela primeira vez nas eliminatórias.

Ao longo desse percurso vitorioso, a seleção chilena foi comandada seguidamente por treinadores argentinos. O primeiro foi Bielsa, que em 2011 deu lugar a Claudio Borghi, sucedido por Jorge Sampaoli. Atualmente, o técnico é Juan Antonio Pizzi.

Na Copa da África do Sul, o Chile conseguiu sua primeira vitória no torneio em 48 anos (participações em 1974, 1982 e 1998). Gol de Beausejour na estreia contra Honduras (1 a 0) assegurou essa marca.

A classificação à Copa de 2014 também viria, com Sampaoli no banco de reservas. No Mundial disputado no Brasil, por pouco a geração de ouro do Chile não eliminou os próprios anfitriões nas oitavas de final. A vitória brasileira aconteceu nos pênaltis.

No ano seguinte, a maior consagração da história chilena aconteceria justamente nas cobranças de pênaltis. Jogando em seu território, a seleção do Chile enfrentou a Argentina de astros como Messi, Aguero, Di María e Higuaín. Durante 120 minutos, nenhum gol saiu. Nas cobranças de pênalti, coube a Alexis Sánchez, um dos mais badalados dessa geração chilena, executar a batida decisiva. Ele acertou uma espécie de cavadinha e deu à seleção nacional seu primeiro título.


Fonte: Folha.com.br

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