Clássico opõe os 'queridinhos' das torcidas de Palmeiras e Corinthians

Neste domingo (12), Cuca e Tite, técnicos de Palmeiras e Corinthians, respectivamente, disputarão o clássico mais tradicional de São Paulo, às 16h, no Allianz Parque, com uma certeza rara no futebol brasileiro: a de que contarão com o apoio da torcida mesmo que não saiam do jogo com uma vitória.

Últimos treinadores do país campeões da Libertadores –Cuca em 2013, com o Atlético-MG; Tite em 2012, com seu atual clube–, eles vivem ótima relação com as arquibancadas.

O palmeirense já teve uma passagem pelo clube como jogador, em 1992. Naquela ocasião, jogou ao lado de atletas que se tornariam ídolos do Palmeiras, como César Sampaio, Zinho e Evair.

Cuca disputou 24 jogos e marcou sete gols pelo clube. O grito que em 1992 ele ganhou das arquibancadas ressoa antes dos jogos até hoje: “Olê, olê, olá, Cuca, Cuca”.

O histórico no clube ajuda, mas a torcida alviverde é conhecida por ter a paciência curta —que o digam Marcelo Oliveira, Oswaldo de Oliveira, Gilson Kleina, Dorival Júnior e Ricardo Gareca, entre outros, que jamais receberam o mesmo tipo de carinho.

A boa relação com a torcida, é evidente, não se deve apenas ao passado como jogador. Com a chegada de Cuca ao clube, em março, o time superou o futebol burocrático que praticava e adotou uma postura mais ofensiva, dinâmica e competitiva.

De maneira parecida com o que fez no Atlético-MG, Cuca tem ousado com seu “Porco Doido”.

Neste domingo, a criatividade deve sair dos ágeis Dudu, Róger Guedes e, especialmente, Gabriel Jesus, que vive fase goleadora jogando mais centralizado com Cuca e já acumula 13 gols no ano.

O Palmeiras terá os desfalques de Barrios, recuperando-se de lesão, e Vitor Hugo, suspenso. Egídio recupera-se de uma pancada e está relacionado.

ETERNA LUA DE MEL

Do outro lado do clássico, estará o maior ídolo da torcida corintiana na atualidade. Mais do que qualquer jogador, é Tite quem simboliza a fase vitoriosa vivida pelo Corinthians nos últimos anos.

A maior prova do status de intocável do gaúcho no clube alvinegro foi o fato de ele ter saído sem um único arranhão da segunda eliminação precoce consecutiva do time na Libertadores.

Fosse outro o treinador, dificilmente teria resistido à queda diante do Nacional uruguaio no Itaquerão.

Embora seja mais conservador do que Cuca, Tite também tem os seus momentos de ousadia. Na rodada passada do Brasileiro, por exemplo, ele foi fundamental na virada sobre o Coritiba ao trocar o zagueiro Pedro Henrique pelo atacante André.

Deu tão certo que o atacante fez um dos gols da vitória.

Depois de muito tentar, o técnico parece ter encontrado a melhor formação para o Corinthians, baseada no trio de meias formado por Giovanni Augusto, Marquinhos Gabriel e Guilherme.

Tite terá no clássico a volta do zagueiro Yago, que estava suspenso por doping.

TORCIDA ÚNICA FAZ PALMEIRAS FATURAR MAIS

Ainda que a medida seja criticada por jogadores, torcedores, técnicos e dirigentes, a torcida única no clássico fará muito bem aos cofres do Palmeiras.

Sem precisar deixar cadeiras vazias para isolar a torcida rival, o clube vendeu toda a carga de 40.521 ingressos, recorde do estádio (antes era de 39.660, contra o Santos, na final da Copa do Brasil de 2015).

Em comparação com o último clássico contra o Corinthians no local, em setembro passado, são cerca de 4,8 mil ingressos vendidos a mais, o que renderá pelo menos R$ 385 mil, levando em conta o preço mais baixo (R$ 80).

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PALMEIRAS
Prass; Tchê Tchê, T. Martins, T. Santos (Edu Dracena) e Fabrício (Zé Roberto); Jean, M. Sales e Moisés (C. Xavier); Dudu, R. Guedes e G. Jesus. Técnico: Cuca

CORINTHIANS
Walter; Fagner, Felipe, Yago e Uendel; Cristian, B. Henrique, M. Gabriel, Guilherme e G. Augusto; Luciano. Técnico: Tite

Estádio: Allianz Parque
Árbitro: Raphael Claus
TV: 16h, Globo (para SP)


Fonte: Folha.com.br

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