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Classificação sem sustos para o Mundial de 2018: a obrigação de Tite

O novo técnico do Brasil não precisará lidar com pressões relacionadas a outros torneios, e terá até o final de 2017 para mostrar bons resultados


GOAL Por Tauan Ambrosio 


Seleção Brasileira em crise, acumulando péssimos resultados e somente um treinador poderia dar jeito no Escrete Canarinho. Luiz Felipe Scolari, o Felipão, era unanimidade, vinha de muitas conquistas nos sete anos anteriores. O cenário antes da Copa do Mundo de 2002 tinha muitas semelhanças com o atual.

Ninguém discute que Tite é, há pelo menos quatro anos, o melhor treinador brasileiro no mercado. Gaúcho como Felipão, também chega em um momento de profunda crise do futebol brasileiro. Talvez o maior em nossa história futebolística.

Quando Felipão assumiu o comando da equipe da CBF pela primeira vez, também chegou com a plena consciência de que ele distribuiria todas as cartas. Mas o seu caminho foi turbulento até o momento em que Rivaldo, Ronaldinho Gaúcho e Ronaldo, principalmente, começaram a resolver dentro dos gramados asiáticos no Mundial do Japão e Coreia do Sul.


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Nas Eliminatórias, a Seleção já vinha sofrendo desde as passagens de Vanderlei Luxemburgo e Leão. Felipão recebeu, com justiça, uma enxurrada de críticas após os seus primeiros cinco jogos. A estreia foi com derrota por 1 a 0 para o Uruguai, em Montevidéu, pela 13ª rodada das Eliminatórias. Pouco mais de uma semana depois, a Seleção rumou para a disputa da Copa América de 2001.

Scolari era unanimidade antes de chegar, em 2001, mas foi criticado até o Mundial do ano seguinte

O torneio, realizado na Colômbia, marcou uma das maiores vergonhas do nosso futebol até então: nas quartas de final, derrota por 2 a 0 e eliminação para Honduras. As primeiras cinco partidas com Felipão mostravam três derrotas e duas vitórias. Além, claro, de uma eliminação vexatória. O medo de não conseguir se classificar para a Copa do Mundo de 2002 era gigante, e durou até a última rodada do certame. Argentina, Equador e Paraguai já haviam garantido suas vagas quando a Seleção fez 3 a 0 na Venezuela e carimbou o passaporte para a Ásia.

Antes de soltar o grito de campeão do mundo, em 2002, Felipão teve seis compromissos decisivos pelas Eliminatórias. Tite terá o dobro. E como tomou a acertada decisão de deixar a Seleção Olímpica nas mãos de Rogério Micale, não terá que se preocupar com resultados imediatos em torneios que não sejam as Eliminatórias. É uma responsabilidade que passa longe de suas mãos.

Até o dia 10 de outubro de 2017, data do último compromisso do Escrete Canarinho nas Eliminatórias (contra o Chile), o ídolo do Corinthians terá tempo suficiente para armar um time que consiga se classificar sem grandes sustos.

Tite é o melhor treinador brasileiro e terá como grande missão estruturar um grupo bom, que não foi bem trabalhado por Dunga. Apesar da estrutura pra lá de criticável da CBF, recebeu a chance que todos em sua profissão almejam. E sabe que vai existir pressão. A sua principal missão é classificar o Brasil sem sustos para a Copa do Mundo de 2018, na Rússia. Qualquer coisa diferente será um fracasso.


Fonte: Goal.com

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