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Com chuva abaixo da média, 2016 é um dos dez anos mais secos do Ceará

De fevereiro a maio deste ano, choveu 329 mil
De fevereiro a maio deste ano, choveu 329 milmetros (mm) no Cear, bem abaixo da mdia histrica de 600 mm. Foto: Agncia Brasil/Arquivo

A Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) confirmou nesta segunda-feira o que os prognósticos apontavam: 2016 é o quinto ano seguido de seca no Ceará. A quadra chuvosa, período que vai de fevereiro a maio, em que são esperadas chuvas mais intensas no estado, registrou precipitações 45% abaixo da média histórica.

O resultado coloca 2016 na lista dos dez anos mais secos no Ceará desde 1951. De fevereiro a maio deste ano, choveu 329 milímetros (mm), bem abaixo da média histórica de 600 mm. Das dez piores secas no estado, quatro ocorreram desta década (2010, 2012, 2013 e 2016).

Segundo a chefe do Núcleo de Meteorologia da Funceme, Meire Sakamoto, a Zona de Convergência Intertropical, principal sistema meteorológico que atua durante a quadra chuvosa no Ceará, não foi favorecida pelas condições do Oceano Atlântico e pela ocorrência do fenômeno El Niño.

“Além do El Niño, que foi um dos mais intensos da história, o Oceano Atlântico não contribuiu para as chuvas no Nordeste. Na maior parte do tempo ele manteve-se na tendência de neutralidade, não sendo favorável ao posicionamento da Zona de Convergência Intertropical”, detalhou a meteorologista.

Com o fim da quadra chuvosa, a preocupação agora é com o nível dos reservatórios de água cearenses. Os 153 açudes monitorados pela Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos do estado estão com apenas 12% da capacidade. “Se olharmos o resultado da quadra chuvosa em termos de impacto, isso mostra uma condição de aporte de água pior do que 2015. Vinte e cinco reservatórios estão secos. É uma preocupação crítica”, alertou o presidente da Funceme, Eduardo Sávio Martins.

Em março deste ano, o governo federal liberou R$ 48 milhões para o Ceará para investimentos em obras de convivência com a seca, como montagem de adutoras de engate rápido e perfuração de poços.


Fonte: Diário de Pernambuco

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