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Corpo encontrado no Rio é de australiano desaparecido

Turista australiano Rye Hunt, que desapareceu no dia 21 de maio no Rio (Foto: Reprodu
Turista australiano Rye Hunt, que desapareceu no dia 21 de maio no Rio (Foto: Reproduo/Facebook)

É do turista australiano Rye Hunt, de 25 anos, o corpo encontrado na Praia de Guaratiba, em Maricá, na Região dos Lagos no Rio de Janeiro. A confirmação foi feita pelo ministro do Exterior da Austrália, Julie Bishop. A idenficação foi confirmada pelas autoridades brasileiras e a família do estrangeiro, que estava desaparecido desde 21 de maio, foi informada.

Após o comunicado, os familares divulgaram um comunicado na página do Facebook “Find Rye Hunt” criada durante as buscas. O texto agradece ao apoio de amigos e das autoridades brasileiras e australianas. “Estamos com o coração partido. Rye era o membro mais jovem da nossa família e era conhecido por ser leal, amoroso, generoso (…) ele vai deixar muita saudade em todos nós”, escreveu Romany Brodribb, irmã de Rye.

Já o ministro informou que o governo australiano dará o apoio necessário para os familiares e para a investigação: “Vamos continuar a trabalhar com as autoridades brasileiras para determinar como a morte aconteceu”, afirmou durante entrevista.

No dia três de junho, pescadores avistaram um corpo a cerca de 8 km da praia de Copacabana (zona sul do Rio) e informaram à Marinha, que avisou a Polícia Civil do Rio. Conforme a polícia, Hunt chegou ao Rio no dia 16, acompanhado por um amigo chamado Mitchell Sheppard. Eles se hospedaram em um albergue na Lapa (região central). Na madrugada do dia 21, os dois teriam usado ecstasy de maneira inadequada – segundo a delegada Elen Souto, em vez de diluir a droga em água, eles a aspiraram – e foram a uma casa noturna na Lapa. Durante a festa a dupla teria aspirado mais ecstasy, bebido vodca e entrado em surto psicótico. Após causar tumulto, eles foram expulsos da casa noturna.

Os dois retornaram ao albergue, mas Hunt se recusou a entrar no quarto compartilhado – acreditava estar sendo perseguido e alegava que alguém tentaria matá-lo, segundo o amigo narrou à polícia. Por isso, só entrou no quarto compartilhado em um momento em que não havia mais nenhum hóspede.

Eles ficariam no Rio até dia 24, mas Sheppard então sugeriu que os dois antecipassem a viagem para a Bolívia, próxima etapa do passeio que faziam pela América do Sul. Eles foram de táxi para o aeroporto do Galeão, mas Hunt teve outro surto e passou a acusar que o amigo havia roubado seu passaporte e queria matá-lo. Por isso, Hunt desistiu de viajar e foi sozinho de táxi para Copacabana (zona sul), onde alugou um apartamento por três dias, pelos quais pagou 200 dólares.

Na segunda-feira (30) um pescador informou a Polícia Civil que no dia 22 viu Hunt na ilha de Cotunduba, a três quilômetros da praia de Copacabana. O australiano teria chegado a nado à ilha e estava machucado por mariscos. A pedido da polícia, bombeiros fizeram buscas na ilha, que é inabitável, mas não encontraram ninguém. No dia três de junho, a família e a namorada do australiano chegaram ao Rio e divulgaram nota sobre o caso. A namorada dele, Bonnie Cuthbert, afirmou que Hunt nunca havia usado drogas.

Com informações da Agência Estado


Fonte: Diário de Pernambuco

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