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Dani Alves enaltece esforço da Seleção após goleada e nega relação com os 7 a 1 de 2014

Capitão brasileiro afirma que a ‘tragédia do Mineirão’ ficou no passado, e os jogadores daquele grupo sentiram ainda mais os efeitos do vexame que o torcedor



GOAL Por Matheus Harb, de Orlando, FL (EUA)


Era impossível não fazer a relação – guardadas as devidas proporções. Diante do Haiti, nesta quarta-feira (08), a Seleção Brasileira aplicou uma goleada por 7 a 1 que vinha entalada na garganta desde 2014, na histórica derrota para a Alemanha na Copa do Mundo em casa. Para quem seguiu de perto a tragédia do Mineirão, como o lateral direito Dani Alves, não existe, no entanto, qualquer ligação daquele placar com o construído nesta Copa América Centenário.

Muitos jogadores acabaram marcados por aquela derrota como a ‘geração 7 a 1’, e tiveram suas performances e dedicação contestados pela torcida pelo resultado obtido. Mas Dani garante que houve, sim, dor com o que aconteceu naquela tarde em Belo Horizonte.

“Não tem nenhuma comparação com aquele 7 a 1. Na vida você precisa sempre pensar que, se não dá pra melhorar o passado, melhore o presente”, afirmou o veterano. O passado foi pra história, não acho que nem os alemães acreditaram no resultado.

“Infelizmente isso é o futebol, e você paga muito caro se não está preparado para enfrentar o adversário. A gente precisa manter as coisas positivas, e pensar em mais coisas boas que as ruins.”



Um outro Brasil para a história? (Foto: Lucas Figueiredo / MoWA Press)

“Os torcedores não sofrem mais que a gente, isso é real, de alguém que vive o futebol tanto quanto eles, que ama o que faz, então dói tanto quanto para o torcedor. O que aconteceu, aconteceu, foi uma fatalidade, tenho certeza que não voltará a acontecer se nos prepararmos melhor.”

À parte da fragilidade do adversário de hoje, o Brasil vem de uma semana de muito empenho e superação de adversidades, como treinos na chuva em locais afastados como a Universidade Central da Flórida. E, por isso, a larga vitória no Camping World Stadium tem um significado ainda mais especial.

“Acho que tanto no outro jogo quanto nesse fizemos um bom trabalho, com resultados diferentes, não tão acertado tanto no outro jogo como agora”, analisou, fazendo referência ao empate contra o Equador, na estreia.

“Independente do rival, a gente precisa seguir apostando nessa filosofia de trabalho, estamos fazendo um esforço muito grande, suando a camisa realmente. E, no final, o resultado é sempre importante pra dar confiança, pra dar essa calma. É fundamental.”

Com quatro pontos conquistados, o Brasil ainda tem uma boa chance de terminar na primeira colocação do Grupo B. No próximo domingo (12), em Boston, a Seleção encara o Peru para encerrar sua participação na primeira fase a partir das 20h30 no horário local (21h30 de Brasília).



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Fonte: Goal.com

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