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De novato a comandate, Willian Arão conquista o Flamengo

Volante chegou ao clube Rubro-Negro no início do ano e se tornou o jogador mais regular da equipe; sem Juan e Paulo Victor assumiu a braçadeira de capitão

Willian Arão começou a carreira nas categorias de base do Grêmio Barueri, depois se transferiu para o São Paulo onde conquistou a Copa São Paulo de Futebol Júnior, passou pelo Espanyol e fez parte do elenco corintiano campeão da Libertadores e do Mundial de Clubes em 2012.

 

Mas foi pelo Botafogo que o volante de 24 anos ganhou notoriedade no cenário nacional. Em 2015, o jogador foi um dos principais comandantes do elenco alvinegro na campanha do título da Série B do Brasileirão.

 


(Foto: Vitor Silva/ Botafogo)

 

Despertou o interesse de alguns clubes mas foi o Flamengo que Arão escolheu. Inclusive se envolveu numa polêmica com o próprio Botafogo  que tinha interesse em sua renovação e chegou a depositar o valor da cláusula contratual que garantia a renovação automática, mas o jogador devolveu a quantia duas vezes e rumou em direção ao rival.

 

No Rubro-Negro, Willian Arão foi recebido com bastante expectativa por Muricy Ramalho, até então treinador da equipe. Expectativa essa que se confirmou dentro de campo com as boas atuações do jogador.

 


(Foto: Gilvan de Souza/ Flamengo)

 

Como um volante moderno, Arão assumiu a responsabilidade de fazer a ligação entre a defesa e o ataque Rubro-Negro, por vezes também foi acionado na armação das jogadas.

 

Apesar das eliminações no primeiro semestre e da revolta da torcida com as fracas atuações da equipe, o camisa 5 foi absolvido. 

 

Arão participou de quase todos os jogos do Flamengo até aqui, são 28 em 30 partidas disputadas pelo Rubro-Negro em 2016. O jogador é o líder de assistências da equipe, e de sete, quatro delas foram de cabeça.

 

 

Mas não é só nesse quesito que Arão se destaca, quando o assunto é disciplina ele tem números impressionantes. Até o momento o jogador não recebeu nenhum cartão amarelo com a camisa do Flamengo.

 

Toda essa disciplina e dedicação fizeram com que o volante recebesse a braçadeira de capitão nas duas últimas partidas, já que Juan e Paulo Victor estão fora do time por conta de lesões.

 

Com a braçadeira, o jogador se definiu como um líder nato e acredita ter dado um passo a mais na sua carreira.

 


(Foto: Gilvan de Souza/ Flamengo)

 

“Estou muito feliz. É um passo a mais na minha carreira. É difícil se definir como capitão, mas brinco que sou um líder nato, sou um chato por natureza. Fico falando o tempo todo com meus companheiros, procuro estar sempre sabendo de questões técnica e táticas, para poder ajudar dentro de campo independentemente de ser capitão ou não. Hoje posso estar sendo capitão, mas foi uma das minhas características, esse “falar”, alguns me chamam de chato, mas não ligo.” Disse em entrevista ao Bem Amigos, no SporTV.

 

A dedicação de Arão ao time não para por aí, na última partida contra o Palmeiras, no Mané Garrincha, o jogador foi deslocado para a zaga após a expulsão de César Martins. O auxilar técnico, Jayme de Almeira, já havia comentado a possibilidade do camisa 5 atuar como zagueiro caso existisse a necessidade.

 

Willian Arão tem mais três anos de contrato com o Flamengo e se continuar assim pode entrar na história do clube.

 


(Foto: Gilvan de Souza/ Flamengo)

 

No próximo domingo o jogador entra em campo contra o Figueirense, pela sétima rodada do Campeonato Brasileiro, em Santa Catarina. Com 10 pontos o Flamengo ocupa o quinto lugar na tabela de classificação.

 

 


Fonte: Goal.com

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