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Derrotas recentes e vitórias apertadas: o que aconteceu com o Vasco?

Nas últimas semanas, o torcedor cruzmaltino voltou a conviver com notícias que não gostaria de ver. Existe alguma explicação?

A vitória do Vasco sobre o Londrina, na última terça-feira, foi merecida. Só que, mais uma vez, o time tomou sustos e conquistou os três pontos com apenas um gol de diferença em relação ao rival. Foi assim em cinco das oito vitórias do clube na Série B.

É lógico que a marca é positiva, e a campanha é muito boa. Até pouco tempo, o Gigante da Colina era exaltado pela impressionante sequência invicta no futebol brasileiro – a maior na história do clube de São Januário, contando apenas jogos oficiais. Só que chega a parecer até que é pouco, levando em consideração o favoritismo atribuído ao Vasco no início da competição.

A primeira vitória, na estreia, representou também a única atuação de gala do time: a goleada por 4 a 0 sobre o Sampaio Corrêa. Nas rodadas seguintes, o time treinado por Jorginho sempre encontrava dificuldades. Flertava com as derrotas.


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O revés veio, enfim, na oitava rodada, para o vice-líder Atlético-GO. O time se recuperou com uma vitória apertada (3 a 2) sobre o Náutico, mas logo em seguida voltou a sentir o amargo gosto de perder uma partida. Pior, dentro de casa: 2 a 0 para o Paysandu. A primeira grande decepção, em termos de resultados, de Jorginho dentro de São Januário.

Rodrigo fez o único gol da vitória sobre o Londrina, contando com falha bizarra do goleiro (Foto: Carlos Gregório Jr/Vasco.com.br)

Na última terça-feira, apesar de ter desperdiçado algumas chances (e também ter levado alguns sustos), o gol da vitória foi um lance de pura sorte. O zagueiro Rodrigo levantou uma bola na área, o goleiro adversário falhou feio e teve que buscar a esfera dentro das redes.

O cenário das últimas partidas faz levantar uma pergunta um tanto quanto óbvia: o que aconteceu com aquela equipe que simplesmente não perdia? Será que a vantagem técnica em relação aos demais adversários é realmente tão grande? E, se não for, houve um excesso de confiança?

A resposta em relação ao primeiro questionamento é o mais óbvio, e ajuda a responder às outras perguntas: o futebol é o esporte mais imprevisível e equilibrado do mundo, e a Série B do Brasil é considerada um dos certames mais equilibrados em termos de pontuação. Se toda história tem um fim, a invencibilidade vascaína já vinha dando mostras de que aconteceria. Não apaga o bom trabalho ou boa campanha do time de Jorginho.

Contra o Paysandu, o Vasco voltou a ser derrotado em casa (Foto: Paulo Fernandes/Vasco.com.br)

Depois da vitória por 1 a 0 sobre o Goiás, o Vasco deu sinais maiores de desequilíbrio: o número de passes certos oscilou muito mais, assim como as finalizações. A média de faltas cometidas também aumentou. Ou seja: o time não construiu tantas jogadas, e vinha sofrendo mais para brecar os adversários.

A questão física também influi. Embora o trabalho realizado por Alex Evangelista, na prevenção de lesões, seja excelente, é difícil impedir uma queda de intensidade em um dos times de maior média de idade da Série B (30,5 anos na média). Este, talvez, seja o principal aspecto. Aliado à inconstância do ataque: ora com Leandrão, ora com Thalles.

Independentemente dos resultados, Jorginho segue fazendo um excelente trabalho (Foto: Carlos Gregório Jr/Vasco.com.br)

O elenco vascaíno é, sim, muito superior tecnicamente em relação aos demais adversários da Série B. Mas isso não faz do campeonato uma moleza. E como o elenco é experiente, e Jorginho é conhecido pela meticulosidade nos seus últimos trabalhos, difícil imaginar que os jogadores tenham repousado em algum tipo de soberba.

Depois de um primeiro semestre de Lua de Mel, o Vasco volta à realidade: a dura temporada que virá pela frente. Mas isso não tira o favoritismo para terminar o torneio de acesso na primeira posição ou mostra uma queda de qualidade no trabalho de Jorginho. 


Fonte: Goal.com

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