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Desemprego e traumas atraem sírios para grupos terroristas


1/06/2016 – 11:00


Religião serve como justificativa moral para as atrocidades




Desemprego e traumas atraem sírios para grupos terroristas
Desemprego e traumas atraem sírios para grupos terroristas

A religião não é o principal motivo que leva um jovem sírio a se juntar com grupos terroristas como o Estado Islâmicos (EI). Segundo uma pesquisa realizada pela organização International Alert há outros fatores predominantes que levam esses jovens a entrarem na defesa da jihad.

Os pontos principais são: necessidades financeiras, desejo por vingança por conta de traumas e a falta de acesso à educação.

Para a maioria dos entrevistados a falta de emprego e as dificuldades de terem acesso às necessidades básicas são o principal ponto na hora de decidir ou não se aliar a um grupo extremista.

“A situação econômica para homens jovens, dentro da Síria, é ruim. Eles só conseguem sobreviver se unindo a uma facção militar”, afirmou um dos entrevistados pela pesquisa.

Após mais de cinco anos de guerra, a Síria está com sua economia completamente destruída com taxas de emprego que podem chegar a 90% em algumas regiões.

Quem se filia a um grupo extremista tem salário como afirma a International Alert, a Frente al-Nusra, ligada à Al-Qaeda chega a pagar de US$ 300 a US$ 400 por mês aos seus combatentes. Já a Free Syruan Army, um grupo moderado, o salário é de US$ 100 e é pago com muitos atrasos.

Ainda segundo a pesquisa o desejo de vingança também atrai esses jovens que crescem em um ambiente hostil que os fazem perder entes queridos e precisarem fugir de suas casas com frequência.

Para defender suas famílias eles se prontificam a entrar em grupos extremistas que se colocam como defensores do povo contra seus algozes como foi o caso do presidente derrubado Bashar al-Asad. “Muitos sírios querem se vingar do regime por destruir suas famílias, suas casas, suas vidas e todo o restante. A Frente al-Nusra combate de fato o regime e oferece a melhor oportunidade de obter essa vingança”, disse outro entrevistado.

Com o psicológico afetado, esses jovens se tornam presas fáceis nas mãos desses grupos. “Para muitos sírios, a guerra tirou o senso de controle sobre suas vidas e seus destinos”, afirma o documento da International Alert.

Com esses fatores, a religião se torna um motivo secundário para leva-los a defender o extremismo, apesar de ser a maior motivação de seus líderes. “A crença em ideologias extremistas parece ser um fator secundário na decisão de se juntar a um grupo violento. A religião serve mais como uma justificativa moral para a adesão à luta”, afirmam os pesquisadores.

Para chegar à essa conclusão foram entrevistados 311 jovens sírios que moram na Síria, no Líbano ou Turquia. Muitos dos entrevistados são ex-membros de grupos terroristas, outros estão considerando a possibilidade de se juntar a eles e um terceiro grupo é formado por amigos ou parentes de combatentes.


Fonte: Gospelprime.com.br

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