Edilson Silva pede federalização da investigação da morte de empresário no motel

O deputado estadual de Pernambuco Edilson Silva (PSOL) protocolou na tarde desta sexta-feira, na Procuradoria da República em Pernambuco, um ofício para pedir a federalização da investigação da morte do empresário Paulo Cesar de Barros Morato. O pedido foi encaminhado ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

O empresário estava foragido da Operação Turbulência, da Polícia Federal (PF), e foi encontrado morto, na semana passada, em um quarto de um motel de Olinda (PE).”Entendemos que os fatos que estão circundando a morte desse cidadão, pelo fato de ser comprovadamente um testa de ferro de uma organização investigada na operação, há indícios que é preciso que o caso seja mais investigado e de forma mais isenta”, disse o deputado.

O parlamentar usa como argumento para a federalização o fato de a perícia, que seria feita no quarto do motel na manhã seguinte à descoberta do corpo, ter sido cancelada.

O requerimento solicita que a Procuradoria Geral da República (PGR) peça a federalização do caso ao Supremo Tribunal Federal (STF) para esclarecer se a morte do empresário está ligada às denúncias sobre a organização investigada pela PF.

Histórico
Paulo César de Barros Morato foi acusado na Operação Turbulência de ser um testa de ferro de uma organização criminosa de lavagem de dinheiro que teria movimentado R$ 600 milhões desde 2010 e teria sido a responsáve pela compra da aeronave usada na campanha presidencial do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB), cuja queda matou o político e mais seis pessoas.

O empresário era o único foragido da operação. Morato se identificava como dono da Câmara e Vasconcelos Locações e Terraplenagem, classificada pela PF como uma empresa de fachada.

A empresa foi uma das compradoras do avião de Campos. A suspeita é que a organização teria atuado no financiamento das campanhas eleitorais do ex-governador de Pernambuco e ex-candidato à Presidência da República Eduardo Campos.

No mesmo ano da compra da aeronave, a construtora OAS repassou a empresa para o pagamento de R$ 18,8 milhões por serviços realizados na transposição do Rio São Francisco.

Morato foi encontrado morto em um motel de Olinda, município da região metropolitana do Recife, no dia 22 de junho. A Secretaria de Defesa Social divulgou que a principal linha de investigação é que a morte tenha sido por causa natural ou suicídio. No local, foram encontrados sete pen drives e três celulares que podem contribuir com as investigações. O material será periciado pela Polícia Federal.


Fonte: Diário de Pernambuco

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