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Elias acorda, e Coutinho e Willian assumem as rédeas da Seleção na hora mais necessária

Confira os jogadores que aproveitaram a oportunidade contra o Haiti e deixaram boa impressão para a sequência da Copa América Centenário


GOAL Por Matheus Harb, de Orlando, FL (EUA)


Todo mundo já sabia, mas não custa nada reforçar: qualquer conclusão em cima do resultado desta quarta-feira, contra o Haiti, seria precipitada – a não ser, é claro, por uma derrota quase impossível. Como no jogo contra o Equador, foram os sinais, os pontos isolados, que mais tiveram a falar no segundo compromisso da Amarelinha na Copa América Centenário – goleada por 7 a 1, aquele placar que causa arrepios ao torcedor verde-amarelo.

Os haitianos correram, lutaram e até tentaram, sem sucesso, algumas jogadas mais ousadas – e muito além de sua capacidade técnica. Mas a diferença de patamar entre as equipes ficou escancarada no Camping World Stadium, como era de se esperar: muito espaço na defesa, corredores nas costas dos laterais e nenhuma recomposição para parar as arrancadas de Willian e Coutinho. E é a atuação da dupla o primeiro aspecto a ser destacado.

Repare como os camisas 22 e 19 ficaram soltos em campo

Ainda com o placar zerado, foi a iniciativa do camisa 22 que quebrou qualquer resistência dos caribenhos – o meia, aliás, ainda conferiu o segundo e decretou um hat-trick no último minuto. Renato Augusto deixou um após cruzamento de Dani Alves, que recebeu carta branca para chegar à linha de fundo sempre que quis.

O outro ponto positivo em Orlando foi a volta por cima de Elias, sempre ativo em todos os setores, e com uma vontade e iniciativa que ainda não havia sido vista na Seleção de Dunga: uma recuperação de bola sua terminou no gol de Gabriel, que pede cada vez mais passagem entre os escolhidos do treinador. O volante corintiano pode vir a ser o elemento chave, aquele que dá liga a um meio de campo que não conta com um camisa 10, no sentido tradicional – seguindo assim, podemos rever as perspectivas do Brasil em sua jornada norte-americana.

Números de Elias contra o Haiti

No calor de Orlando, que surgiu entre as chuvas castigantes dos últimos dias e tirou a luz dos dias da Seleção, uma quarta-feira especial, de goleada e até empatia pelo outro – a comoção no solitário gol do Haiti deixa isso bem claro -, o Brasil reencontra motivos para sorrir. Mesmo que por apenas alguns dias.

 


Fonte: Goal.com

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