Em encontro com ministro, Frota sugeriu 12 medidas, mas nenhuma era para Educação

O encontro entre o ministro da Educação, Mendonça Filho, e o ator Alexandre Frota, ocorrido há quase um mês, que a princípio se pensou tratar de propostas para a educação, na verdade, traz medidas para várias setores, menos para a pasta que o recebeu. Os pontos apresentados por Frota e pelo coordenador nacional do grupo “Revoltados Online”, Marcelo Reis, sugerem redução dos impostos, privatizações, flexibilização da CLT entre outras políticas. Ao todo são 12 indicações.

As medidas foram publicadas nesta quinta-feira pela agência de notícia Lupa, que teve acesso ao documento via Lei de Acesso à Informação. No dia em que ocorreu, o encontro repercutiu nas redes sociais, principalmente após Frota publicar em seu perfil foto ao lado de Mendonça com a mensagem de que se trata de ideias “para ajudar o país” com as hastag “educação”. Na ocasião, o ministério da Educação afirmou que a agenda oficial não contemplava aquela reunião, mas que, apesar disso, o ministro tinha o hábito “de não discriminar ninguém”. Contudo, o conteúdo das sugestões de Frota não foi informado.

No documento, Frota e o grupo Revoltados Online sugerem que haja flexibilização e simplificação das leis trabalhistas; venda de ativos da União com a proposta de “amplo programa de privatização”; proibição de financiamentos pelo BNDES de obras de infraestrutura no exterior de serviços que não existam no Brasil; reforma na Previdência com previsibilidade para que possa ser escolhida a modalidade pública ou privada;

Outras medidas preveem ainda a abertura do mercado de transportes, bancos, comunicações e energias para o capital estrangeiro; fortalecimento da soberania do país; celebrar acordos comerciais com a União Europeia e com países da Ásia e do Pacífico.

Integram ainda o corte de despesas públicas com fortalecimento das atividades privadas; redução dos impostos; suspensão de financiamento e assistência financeira para organizações que pratiquem vandalismo e, por fim, a rigidez nos critérios de acesso aos programas sociais.


Fonte: Diário de Pernambuco

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