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Euro 2016: Itália volta a mostrar o peso de sua camisa, Espanha cai… e Inglaterra volta a decepcionar

Confira um resumo do que de mais importante aconteceu nesta segunda (27) de Eurocopa, que marcou a extraordinária classificação da Islândia

Uma segunda-feira (27) para ninguém colocar defeito. Pelo menos os fãs de futebol. Nos campos franceses, três seleções campeãs do mundo definiram o seu futuro na Euro 2016. Em Paris, a Itália voltou a mostrar que a sua camisa tem um peso incrível. Mesmo com uma geração envelhecida e desacreditada. A Azzurra eliminou a Espanha, atual bicampeã, e vai enfrentar a Alemanha nas quartas de final. Em Nice, uma zebra histórica: a Islândia venceu a Inglaterra de virada e avançou para enfrentar a Seleção Francesa.

Chiellini volta a ser decisivo, Buffon mostra ser como o vinho… e Espanha reencontra a ressaca

Chiellini e Buffon: experientes, decisivos… craques! (Foto: Getty Images)

O futebol é cercado de muitos mitos. Um deles sempre volta para mostrar a sua existência: a Seleção Italiana nunca deve ser desconsiderada em grandes torneios. Os comandados do técnico Antonio Conte estão longe de serem tão habilidosos quanto os seus predecessores. Um exemplo disso está no dono da camisa 10, que já foi de Francesco Totti recentemente: Thiago Motta.


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A falta de renovação da equipe era outro indício que preocupava. Dentre as seleções mais importantes da Euro 2016 a Azzurra é a que tem maior média de idade (28,35). A Seleção Espanhola apresentava uma realidade diferente, mesclando craques que fizeram sucesso em conquistas do passado com outros jovens valores que estão entre os mais cobiçados de toda a Europa.

Os italianos vingaram, também, a derrota na final de 2012 

No choque de concepções futebolísticas, a Itália demonstrou uma ampla superioridade. Apesar da posse de bola menor (ao final dos 95 minutos, foram 59,3% a 40,7% para os espanhóis), os italianos criavam uma oportunidade atrás da outra. Aos 33 minutos, Chiellini aproveitou rebote de De Gea após falta cobrada pelo ítalo-brasileiro Eder e estufou as redes. Foi o terceiro tento do zagueiro com a Azzurra desde que Antonio Conte assumiu as rédeas. Apenas Pellè (7) e Candreva (4) fizeram mais.

Foi, também o primeiro gol levado pelos espanhóis em fase de mata-mata de grandes torneios desde a Copa do Mundo de 2006, na derrota para a França. Em busca do empate, os atuais bicampeões europeus pressionaram. Se lançaram ao ataque, desperdiçaram grande parte dos arremates (foram 14 no total). E os que foram na direção do gol foram salvos de maneira magistral por um espetacular Buffon. Aos 38 anos, o camisa 1 segue decisivo,  e fez cinco defesas – ao menos duas delas espetaculares.

Decisivo, também, foi o gol marcado por Graziano Pellè nos acréscimos, aproveitando o desespero adversário para emplacar um contra-ataque mortal. A terceira vez que a Azzurra estufou as redes depois do 88º minuto nesta Euro 2016. Em competições oficiais, os italianos não venciam os espanhóis desde 1994, quando eliminaram a Roja nas quartas de final. No próximo sábado (2), a cidade de Bordeaux terá a honra de testemunhar o enfrentamento entre Alemanha e Itália. Os germânicos chegam com favoritismo levemente maior… mas nunca duvide da Azzurra. A camisa azul é pesada demais!

Islândia faz história e mantém a tradição inglesa de decepções em grandes torneios

Islandeses comemoraram demais a vaga inédita (Foto: Getty Images)

Dentre as equipes apontadas com certo favoritismo ao título, a Inglaterra tinha o adversário menos complicado nas oitavas de final. Só na teoria, é claro. E a Islândia provou isso, vencendo o English Team por 2 a 1 e avançando para as quartas de final.

O início foi animador para os comandados de Roy Hodgson. Logo aos quatro minutos, Wayne Rooney converteu o pênalti sofrido por Sterling. Foi o primeiro tento do camisa 10 na fase de mata-mata pelo seu país, o seu terceiro gol em competições seguidas com a Seleção Inglesa –  somente Michael Owen, Alan Shearer e Geoff Hurst conseguiram tal feito.

Só que logo depois Ragnar Sigurdsson empatou. Um susto, afinal de contas o histórico dos ingleses em torneios grandes tem sido pra lá de decepcionante: nos últimos jogos em fase de mata-mata, o English Team avançou em apenas dois (Dinamarca, em 2002, e Equador, na Copa do Mundo de 2006). 

Sim… Mick Jagger estava em Nice torcendo pela Inglaterra

Além disso, Mick Jagger estava nas arquibancadas de Nice. O roqueiro, considerado o torcedor mais “pé-frio” do futebol mundial. Mick chegou até mesmo a gravar um vídeo de dentro do estádio, mas deletou logo depois.

Fato é que, aos 18’, Kolbeinn Sigthorsson virou para os escandinavos. Em campo, os ingleses tinham posse de bola maior, mas não aproveitavam a superioridade. A última vez em que os ingleses haviam buscado por duas vezes a bola no fundo das redes com 18 minutos foi em 2007, na derrota por 3 a 2 para a Croácia que acabou custando o cargo de Steve McLaren. Ao final do jogo desta segunda-feira (27), o técnico Roy Hodgson anunciou a sua saída após outra decepção.

Enquanto isso, os islandeses já comandavam uma bonita festa. Nas quartas de final, o adversário será a França, os donos da casa. Será que a zebra continua? Abaixo, confira os confrontos das quartas de final!


Fonte: Goal.com

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