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Filhos de Tite e Del Nero deram início à conversa sobre seleção

Os filhos do presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, e de Tite, novo técnico da seleção brasileira, foram os personagens principais da negociação para a substituição de Dunga, demitido na terça (14).

Marco Polo Filho e Matheus Bachi foram os primeiros a se falarem sobre o assunto e intermediaram a contratação, após mais um fracasso do time nacional –a eliminação na Copa América Centenário, para o Peru.

Com a ajuda de um amigo em comum, cujo nome não foi revelado para a reportagem, Marco Polo Filho conseguiu o contato do filho e auxiliar de Tite e imediatamente lhe mandou um recado por meio do celular.

A informação foi confirmada pelos familiares do técnico Tite e também por pessoas ligadas a Del Nero.

Foi de Matheus o papel de dar uma esperança e uma resposta positiva para o mensageiro do cartola CBF: disse que, sim, seu pai poderia ouvir o convite que seria feito pela entidade e falou também que comandar a seleção brasileira era o sonho de Tite.

Não acertou nada, mas escancarou as portas para o encontro acontecer na terça-feira (14) à noite, na sede da confederação no Rio de Janeiro.

Aos se falarem, os filhos evitaram que seus pais entrassem em contato antes que fosse, enfim, consumada a saída de Dunga, no comando desde a saída de Luiz Felipe Scolari, em julho de 2014, após a traumática queda por 7 a 1 diante da Alemanha na semifinal da Copa do Mundo.

VIDA NOVA

Tite ainda não assinou seu contrato e nem falou sobre salário até o momento. Na conversa que teve com o presidente da CBF, disse que dinheiro não era o que lhe importava –ele ganhava cerca de R$ 400 mil no time alvinegro do Parque São Jorge.

Após receber uma homenagem neste domingo (19) e dar o adeus à torcida, de quem se tornou ídolo desde 2011, o treinador vai para o Rio de Janeiro resolver a sua vida.

Com ele, levou do Corinthians o seu fiel escudeiro e auxiliar, Cleber Xavier, seu filho, além de Edu Gaspar, gerente de futebol do clube.

Não será Tite, porém, que comandará a seleção nos Jogos Olímpicos do Rio-2016. Rogério Micale, que está há um ano com a base do Brasil, é quem estará à frente da equipe, o que o gaúcho considerou mais “justo”.


Fonte: Folha.com.br

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