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Francês que preparava atentados na Eurocopa é preso na Ucrânia

Um francês que preparava 15 atentados na França antes e durante a Eurocopa foi detido na Ucrânia. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (6) pelo diretor do Serviço Ucraniano de Segurança (SBU), Vasil Grytsak.

De acordo com o SBU, o francês chegou à Ucrânia em dezembro de 2015, fazendo-se passar por voluntário, e entrou em contato com unidades militares no leste do país, onde o exército combate os separatistas pró-Rússia. Ele foi detido em 21 de maio, quando tentava atravessar a fronteira entre Ucrânia e Polônia. O detido estava de posse de 125 quilos de explosivos.

“O serviço secreto criou uma armadilha pela qual o cidadão francês recebeu cinco fuzis Kalashnikov, mais de 5.000 munições, dois foguete antitanques, 125 quilos de TNT, 100 detonadores, 20 máscaras e outras coisas”, disse Gristlak.

O detido é natural da região de Lorena, leste da França, tem 21 anos e não possui antecedentes criminais, de acordo com uma fonte policial francesa. Ele pretendia atacar mesquitas, sinagogas, agências da Receita e autoestradas, segundo o SBU.

“O francês falou de forma negativa sobre ações de seu governo, imigração em massa, o crescimento do islamismo e globalização, e também falou sobre planos de realizar diversos ataques terroristas”, afirmou Gristlak em entrevista coletiva.

RISCO

No domingo (5), o presidente da França, François Hollande, afirmou que existe a ameaça de atentados durante a Eurocopa, que começa na próxima sexta-feira (10) e será realizada até o dia 10 de julho.

“Esta ameaça vale, infelizmente, por um tempo que será longo”, alertou. “Por isso temos que apresentar todas as garantias para que a Euro seja um sucesso”, enfatizou.

A França prolongou no mês passado o estado de emergência decretado depois dos atentados de novembro, que deixaram 130 mortos em Paris, e “colocou todos os recursos à disposição” para garantir a segurança do evento.

Mais de 90 mil policiais e agentes de segurança privados serão mobilizados para proteger os estádios e as Fan-Zones, que devem receber sete milhões de torcedores.

Hollande também comentou os movimentos de greve nos transportes que podem atrapalhar o deslocamento dos fãs entre as cidades-sede. “Estamos progredindo para encontrar uma saída”, garantiu.


Fonte: Folha.com.br

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