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Futebol, paixão e negócio

Europa prova que torcedores são os grandes ‘clientes’ do futebol e geram muita receita quando mercado é bem explorado; clubes brasileiros começam a aproveitar oportunidades

Receita, lucro, crescimento, renda, orçamento. Volta e meia tais palavras chamam a atenção no universo do futebol, cada vez mais estruturado fora dos campos. Mas também pudera.

A indústria futebolística movimenta anualmente mais de R$550 bilhões, e os clubes desbravam oportunidades em tal mercado. Para isso, se valem de uma velha e boa máxima: agradar aos torcedores, os verdadeiros e potenciais clientes do mundo da bola.


(Foto:  Ivan Storti/ Santos FC)

No Brasil, apesar de avanços, a relação entre time e seu ‘público consumidor’ ainda engatinha. O cenário bem diferente do europeu. 

“Há 20 anos, as equipes da Europa descobriram quem eram seus torcedores-clientes e passaram a oferecer produtos direcionados a eles. Barcelona e Real Madrid são bons exemplos. Houve uma revolução no mercado por lá. No Brasil, isso não aconteceu. Os times não sabem para quem vendem”, analisa o jornalista Erich Beting, criador do site ‘Máquina do Esporte’, em bate-papo com a Goal Brasil.

Luz no fim do túnel

Os programas de sócios-torcedores andam ajudando a mudar o mercado do futebol no país, pois apelam, justamente, a um consumidor fiel, apaixonado e disposto a comprar. “Com tais iniciativas, os clubes já conseguem ter uma percepção melhor dos seus torcedores, seus clientes”, garante Beting. 

Informações do programa ‘Movimento por um Futebol Melhor’ – abastecido com dados das próprias equipes – dão conta que são esperados R$ 400 milhões gerados por programas de sócios-torcedores em 2016.

Por sua vez, no ranking mundial de sócios, elaborado pelo ‘Máquina do Esporte’, em parceria com a FS Consulting, três equipes brasileiras surgem no top 10: Corinthians em 5º (cerca de 130 mil associados), Palmeiras em 7º (127 mil) e Inter em 8º (112 mil). 

Produtos licenciados

A venda de produtos licenciados também é um nicho a ser explorado. Os clubes até investem nas suas próprias lojas oficiais, mas ainda esbarram na distribuição. “Distribuição é um ponto falho. Alguns times, como Corinthians, estão se movimentando com parceiros para otimizar seus processos. Nos últimos cinco anos, as equipes perceberam o potencial das suas lojas, mas é muito pouco”, conclui Erich Beting.

A discrepância com os europeus é assustadora. O Real Madrid, líder em arrecadação com comércio e marketing, por exemplo, garante mais de R$ 950 milhões/ano aos seus cofres com comércio e marketing.  

A parceria com os clientes não é um privilégio do futebol. O grupo empresarial Algar enfatiza o trabalho ‘próximo’ a empresas e pessoas. Por meio da atuação nos setores de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), Agro, Serviços e Turismo, se destaca com o slogan ‘Gente cuidando de gente’.  

E de fato isso acontece.

“Muito do crescimento das empresas que nos acompanham vem dessa relação, que é um traço cultural da Algar. Essa questão de servir, para nós, é muito forte”, explica Daniel Andreolli, Consultor Corporativo de Marcas da Algar.

Andreolli, inclusive, a partir da experiência da Algar, aponta um caminho para os clubes de futebol no mercado brasileiro, destacando a coleta e análise de dados. “Tais informações abastecem nossa área de marketing, pois acreditamos que, assim, podemos conseguir alcançar um atendimento de excelência”, destaca. 


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Fonte: Goal.com

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