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Gerd Wenzel: Alemanha decepciona e maldição do segundo jogo continua pairando sobre a “Mannschaft”

Vulnerável na defesa, pouco criativa no meio de campo e inofensiva no ataque: Alemanha precisa melhorar muito para alimentar maiores pretensões na Euro


GOAL Por Gerd Wenzel | www.bundesliga.com.br


O atual campeão mundial deixou muito a desejar contra a Polônia em seu segundo jogo da Euro 2016 e teve que se conformar com um empate por 0 a 0 – o primeiro deste torneio na França.

Para os supersticiosos, este segundo confronto numa competição oficial, seja a Copa do Mundo ou seja a Eurocopa, já está se tornando uma maldição para a Alemanha neste século XXI, no qual participou ao todo em nove torneios, já contando este da França.

Foram, portanto, nove partidas. Pois bem, deste total a “Mannschaft” só venceu duas, empatou quatro e perdeu três. Aproveitamento de apenas 37%. 

Mas, vamos ao jogo porque é isto que interessa.

Com um futebol que nem de longe lembra algumas memoráveis apresentações no Brasil em 2014, a equipe comandada por Joachim Löw, depois deste melancólico 0 x 0 com a Polônia, vai precisar agora no mínimo de um empate frente à Irlanda do Norte para garantir a sua classificação às oitavas de final. Alguém pode argumentar que com quatro pontos o terceiro lugar já está garantido, mas sempre é bom lembrar que apenas os quatro melhores terceiros colocados vão adiante na competição.  

Ofensivamente, os alemães pouco produziram, especialmente no primeiro tempo. O atual campeão mundial precisou de 47 minutos para finalmente acertar a meta guarnecida pelo bom goleiro polonês Fabianski, mas o tiro de Götze foi muito fraco e não causou nenhum perigo. 

Götze foi substituído aos 21’ da segunda etapa por Schürrle e logo depois Draxler cedeu seu lugar a Mario Gomez. Ambos pouco produziram. Especialmente Gomez praticamente não pegou na bola.

Enquanto isso, vira e mexe, os poloneses causavam problemas à defesa alemã, tanto no setor teoricamente guarnecido por Hector ou pelo outro lado por Höwedes. Tanto um como o outro deixaram Boateng e Hummels em maus lençóis em diversas oportunidades. Não fosse a boa atuação, especialmente de Boateng, comandando a defesa e à esta altura a Alemanha provavelmente estaria amargando uma derrota que certamente não estava no seu programa.    

É verdade que a Alemanha finalizou mais no segundo tempo, mas quase sempre equivocadamente: foram ao todo 16 finalizações, apenas três acertaram o alvo. À moda Guardiola, os alemães tiveram mais posse de bola (69%) e maior acerto nos passes (85%). Tudo isto, na prática, de nada adiantou.

A rigor, o goleiro polonês foi colocado à prova apenas uma única vez: aos 24’ do segundo tempo quando Özil emendou e obrigou o goleiro reserva Fabianski à uma grande defesa. Do ataque alemão foi isto que se viu e nada mais digno de nota.

De outro lado, a Polônia tentava surpreender através de eventuais contra-ataques, especialmente pelos lados do campo, onde tanto Hector como Höwedes deixavam espaços livres para a infiltração de Lewandowski e cia.

Já ao final do jogo, Boateng perdeu a paciência e ostensivamente chamou a atenção de Höwedes por suas seguidas falhas na marcação.

(Fotos: Getty Images)

Vulnerável na defesa, pouco criativo no meio de campo e inofensivo no ataque: faltaram ao jogo dos alemães mudança de ritmo, velocidade na transição defesa – ataque, tentativas de surpreender o adversário, o brilho ao menos de um talento individual que pudesse decidir o jogo e além disto, a absoluta falta de aproveitamento na cobrança de bolas paradas, sejam faltas ou escanteios.   

Balanço geral: apesar deste futebol mediano apresentado hoje, tanto a Alemanha quanto a Polônia vão fazer a sua lição de casa e passar para as oitavas de final. Dependendo dos seus adversários, podem chegar até às quartas, mas precisam melhorar muito se por acaso estiverem alimentando maiores pretensões. 


Fonte: Goal.com

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