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Injusto Dunga pagar só; a cúpula da CBF também deveria cair

A segunda passagem de Dunga pela seleção foi pior do que a primeira.

Então, Dunga levou o time ao primeiro lugar nas eliminatórias para a Copa da África do Sul, ao título da Copa América de 2007 e das Confederações de 2009, além de de uma campanha razoável na Copa do Mundo, eliminada depois de fazer ótimo primeiro tempo e péssimo segundo contra a Holanda.

Ali ficou claro que Dunga estressa seus comandados.

Dunga jamais passou tranquilidade para os jogadores e a segunda experiência comprovou sua instabilidade emocional à exaustão.

Inventado por Ricardo Teixeira como técnico, Dunga foi reinventado pela triste dupla Marin/Del Nero, prova de que duas cabeças pensam tão mal como uma.

Se na primeira passagem ele tinha Jorginho como auxiliar e verdadeiro técnico nos treinamentos, agora a muleta atendia pelo sugestivo apelido de Cebola.

De fato, os dois juntos fizeram chorar.

Some-se a ambos, Marin/Del Nero e pronto: está feita a salada que conduziu a seleção ao sexto lugar nas eliminatórias com apenas nove pontos em 18 disputados, posição que deixa a seleção pela primeira vez fora de uma Copa Mundo.

Não há o que justifique campanha tão pífia, como não há o que desculpe a eliminação precoce nesta Copa América.

Incapaz de uma autocrítica, Dunga a atribuiu ao “imponderável”, nome que deu ao gol de mão peruano.

Esqueceu, convenientemente, do gol equatoriano mal anulado contra o time dele, o que daria ao Peru o empate contra o Brasil para seguir adiante.

A favor de Dunga só uma ponderação: o maior culpado pelo desastre não é ele e não será justo, embora inexorável, que pague sozinho.

Concomitantemente deveria cair a cúpula da CBF e convocada uma eleição, sem cláusulas que impeçam o jogo democrático, para que um novo comando zerasse a pedra e começasse um trabalho para recolocar as coisas nos trilhos, com lucros revertidos para o futebol e não para o bolso sujo dos cartolas.


Fonte: Folha.com.br

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