Maradona: "quero lutar com Messi contra todos que lhe deixaram só"

Ex-jogador criticou dirigentes da AFA e cutucou a seleção argentina, mas protegeu o craque do Barcelona

Apesar de ter criticado a seleção argentina recentemente e dito que o time nem deveria voltar ao país se perdesse a Copa América Centenário, Diego Maradona resolveu ser solidário a Lionel Messi. O ex-jogador afirmou que vai apoiar o craque do Barcelona para que ele não desista de atuar pela seleção, como disse após a derrota para o Chile na final.

“Messi tem que seguir. Deixaram ele só e não quero deixar ele só. Quero falar com ele para lutar contra todos que lhe deixaram só, do primeiro ao último dirigente”, afirmou Maradona ao jornal La Nación.

Maradona não acredita que Messi vá mesmo se aposentar da seleção argentina: “para mim, essa declaração de Leo só serve para tapar os desastres que existem no futebol argentino. Fazem ele colocar a cara para tapar todos desastres que fizeram na AFA, então hoje estou falando dele, não dos outros”. 

Mas é claro que Maradona não deixou de criticar um pouco a seleção argentina: “isso encobre também que perdemos duas finais consecutivas para o Chile, que não é a Holanda de 74. A verdade é que, nessa altura, não creio em nada. Tenho a sensação de que mandaram o Messi: ‘anda e decide algo para nos salvar”. Fomos um desastre e o deixaram só”.


Messi ficou desesperado e sensibilizou argentinos (Foto: Getty Images)

E ainda restou um pouco de otimismo para Maradona, que acredita que Messi pode ser campeão na próxima Copa do Mundo: “ele tem que seguir porque vai chegar na Rússia com condições de ser campeão do mundo. Tem que se apoiar mais nos rapazes que podem ajudar a levar a equipe adiante, e menos em pessoas que dizem o que ele tem fazer”. Maradona reprovou inclusive as críticas contra o choro de Messi: “coloquem de lado aqueles que não deixam ele chorar. Não jogam e não deixam ele nem chorar. Quem diz que ele tem que sair, dizem para que não vejamos o desastre que é o futebol argentino”.

E suas críticas aos dirigentes não pararam por aí: “se reuniram em uma concessionária de automóveis e, em menos tempo de uma missa, resolveram o futuro do futebol argentino. Por favor! Me dá muita pena e raiva o que está acontecendo. Para isso fazemos tantos gols? Para isso aguentamos patadas?”.

O ex-jogador inclusive descreveu a quem dirigia suas reclamações: “não sei quem é o presidente da AFA, mas sei que não pode ser nenhum dos que apoiaram Grondona até o último dia, que não fizeram nada quando Grondona morreu. Essa é a bomba de tempo que ele deixou ativada e agora explodiu nas mãos. Sei também que Daniel Angelici não pode ser presidente. Nem por um dia, nem por quinze minutos”.


Fonte: Goal.com

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