Últimas

Marly Mota: jubilosos 40 anos da Academia de Artes e Letras de Pernambuco

Neste mês de junho, precisamente dia 17, a Academia de Artes e Letras de Pernambuco, fundada pelo idealismo do escritor Ferreira dos Santos, desde então, irmana-se aos membros associados pelo desenvolvimento cultural da entidade, ciosos da incumbência de levar à frente a nobre instituição.  Sucedendo a presidente Maria Tereza Magalhães que exerceu com zelo e dedicação por vários anos o seu mandato. Toma posse na presidência nesta data, o músico, compositor e escritor Moisés da Paixão, lado a lado dos acadêmicos, solidários nesta tarde renovadora de encontros culturais e afetivos.

No Memorial de Medicina, que acolhe generosamente em seus espaços a nossa Academia de Artes e Letras de PE, fui eleita membro efetivo, em 24 de setembro de 1998. Quatro anos depois, em 2002, sento na cadeira de N º 12, confessando que na demora de tomar posse, não houve nenhum desapreço aos que me elegeram. Na verdade, gostaria de ficar bem longe dos olhares perscrutadores para me conferir o mérito dessa láurea acadêmica. De corpo inteiro me apresentei como aprendiz das artes plásticas ou acidental cronista, gênero literário em que retomo os meus caminhos; vendo-me longe nos longes da meninice em Bom Jardim. Fiquei feliz por ter como patrono da cadeira 12, Pereira da Costa, o historiador que no conceito de Oliveira Lima “foi o maior cronista histórico”.  Mauro Mota, quando diretor do Arquivo Público Jordão Emerenciano,no governo de Eraldo Gueiros empenhara-se na edição de algumas obras, como a do monumental Folclore pernambucano, com 634 páginas. Honrada por ter sido recebida por Maria do Carmo Barreto Campelo de Mello, jornalista, professora, escritora que marcou época no movimento literário de Pernambuco. Dando-me as boas-vindas dissera: “E agora que chegas de tantos longes, entra nesta tenda e toma acento. A cadeira de número 12 é tua, por justiça e por direito. Bem-vinda seja: Marly de Arruda Ramos Mota”.

Maria do Carmo Barreto Campelo homenageara muitos dos seus amigos, em especial á amiga de infância, a admirada atriz do nosso Teatro, Geninha da Rosa Borges, dedicando-lhe o livro: Geninha Total, presente na VII Bienal do Livro em Pernambuco, anexado à produção literária de Maria do Carmo Barreto Campelo que, entre outros títulos eternizados ficaram no livro: Sempre Poesia, com 496 páginas, em tarde na VII Bienal do Livro em Pernambuco, coordenada por Dolly Dalla Nora, Fátima Quintas e Paulo Barreto Campelo.

Numa rara coincidência, eis que venho ocupar na Academia Pernambucana de Letras, a cadeira 29, vaga com a morte de Maria do Carmo Barreto Campelo (Carminha), pela honra que me coube sucedê-la. Foi como se houvéssemos feito entre nós, antecessora e sucessora da cadeira 29, um pacto de ternura. Usando esse mesmo pacto, quero transmitir aos muitos amigos, aos confrades, confreiras, a celebração da nossa Academia de Artes e Letras, do muito que contribuiu pelas artes e letras do nosso estado nesses 40 anos jubilosos.


Fonte: Diário de Pernambuco

Deixe seu comentário

Comentários via Facebook