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Messi nunca deu um show tão absurdo na seleção, e a Argentina nunca pareceu tão próxima de acabar com o jejum

Craque que completa 29 anos nesta sexta-feira pode finalmente ganhar um grande título pela Albiceleste; final da CA100 contra o Chile ocorre neste domingo


Lionel Messi, o gênio que faz o que parece impossível se tornar realidade, já está marcado para sempre na história do futebol. O craque, que celebra 29 anos nesta sexta-feira (24), é um dos melhores futebolistas de todos os tempos, dono de atuações, jogadas e gols inesquecíveis, cinco Bolas de Ouro, outros incontáveis prêmios e uma infinidade de títulos – todos os possíveis por clubes – pelo Barcelona. O gênio, porém, sempre foi cobrado, principalmente em seu país natal, por não conseguir repetir os feitos pela Argentina. Críticas injustas pelas várias diferenças de um time para uma seleção, seja na forma de trabalho, companheiros, adversários, esquemas táticos e sistemas de jogo distintos e a pressão enorme pelo jejum albiceleste, sem títulos de expressão com sua equipe principal desde a Copa América de 1993.


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As críticas também são injustas porque Messi viveu grandes momentos, teve atuações memoráveis, marcou golaços e produziu lances incríveis pela seleção. As Eliminatórias Sul-americanas para a Copa de 2014, o próprio Mundial no Brasil e as últimas três edições da Copa América deixaram isso muito claro. Faltava, porém, a coroação de um título. O camisa 10 e sua geração foram vitoriosos nas categorias de base com dois ouros olímpicos, em 2004 e 2008 – o gênio do Barça faturou a medalha em 2008 -, e um Mundial sub-20 em 2005. No entanto, nenhuma taça foi erguida pela equipe principal argentina, com Messi e a Albiceleste amargando alguns vices, principalmente os últimos dois, na Copa do Mundo de 2014 e na Copa América de 2015.

(Foto: RODRIGO ARANGUA/AFP/Getty Images)

A história, porém, nunca pareceu estar tão próxima de mudar quanto agora. Lionel Messi nunca deu um show tão absurdo com a camisa da Argentina como está dando na Copa América Centenário, e a Albiceleste, nos últimos anos, nunca pareceu tão pronta para ganhar um título e acabar com o jejum.

Messi já teve jogos memoráveis com seu país anteriormente, mas está em um nível extraordinário nos Estados Unidos, e, para variar, quebrando recordes. O camisa 10 e capitão da Argentina, mesmo perdendo a estreia e começando no banco as outras duas partidas da fase de grupos da CA100, é o vice-artilheiro e líder de assistências da competição.

Contra o Panamá, o craque saiu do banco para marcar três gols – dois deles sensacionais – e iniciar a jogada de outro, transformando uma vitória por 1 a 0 em uma goleada por 5 a 0. Depois, ele também entrou no segundo tempo contra a Bolívia, ainda pela fase de grupos, para fazer algumas jogadas brilhantes. Nas quartas de final, foi a vez de marcar um gol e dar duas assistências geniais contra a Venezuela. Já nas semifinais, o show foi contra os Estados Unidos: uma pintura em cobrança de falta e duas assistências, uma em passe absurdo para Lavezzi, e outra servindo Higuaín com a habitual genialidade.

Confira os números de Messi na CA100:

Messi não só foi decisivo, como deu um show em todas as partidas, com golaços, belas assistências, dribles e jogadas sensacionais. São cinco gols e quatro passes para tentos na Copa América Centenário. Na artilharia, ele só está atrás de Eduardo Jesús Vargas, que tem seis bolas nas redes e é seu adversário na final contra o Chile, neste domingo, às 21h (de Brasília), na reedição da decisão da Copa América 2015.

Além disso, o camisa 10, mesmo com apenas 29 anos, já se tornou o maior artilheiro da história da seleção argentina, superando ninguém mais ninguém menos que Gabriel Batistuta, o Batigol. O gênio chegou a 55 gols pela Albiceleste, um a mais que o ex-atacante.

E Messi tem tudo para coroar o excepcional torneio e o recorde finalmente conquistando um título pela seleção principal argentina. Se o craque nunca deu um show tão absurdo pela Argentina, a Albiceleste nunca pareceu tão pronta para acabar com o jejum. Em 2014, a Alemanha era mais time e favorita na final, por mais que os argentinos também tivessem uma excelente equipe e o camisa 10 para desequilibrar. Já em 2015, o Chile atuava em casa e vivia seu melhor momento nos últimos anos, tanto do ponto de vista coletivo, quanto individual, com Vidal, Aránguiz e Alexis Sánchez, principalmente, em grande fase.

Na CA100, o Chile vive momento de recuperação e sua melhor fase pós-Jorge Sampaoli. Depois de conquistar a Copa América em casa, a Roja caiu de produção, indo mal em alguns amistosos e sem render o esperado nas Eliminatórias. No torneio disputado nos Estados Unidos, a derrota para a Argentina na estreia era esperada, mas o revés com uma atuação ruim, com a equipe sendo dominada pela Albiceleste mesmo sem Messi, foi um péssimo sinal. Depois, o time sofreu para ganhar de Bolívia e Panamá, e as expectativas eram as piores possíveis antes do confronto contra o México de Osorio, em alta, nas quartas de final, mas tudo mudou.

(Foto: Getty Images)

Em uma enorme surpresa, o Chile atropelou o México, goleou por 7 a 0, e voltou a mostrar alguns de seus melhores predicados, como a intensidade, marcação pressão na saída de bola adversária, pressão para ter a posse de bola, trocar muitos passes e não deixar o adversário respirar, além da qualidade técnica no meio-campo e o ataque perigoso com Alexis Sánchez e Vargas.

A dose se repetiu no conturbado jogo contra a Colômbia, com o Chile abrindo 2 a 0 rapidamente também mostrando as conhecidas qualidades, e isso sem Vidal em campo.

A equipe de Pizzi chega à final em alta. Além dos bons resultados e ótimas atuações, tem a volta de Vidal, que dá muita qualidade ao já muito bom meio-campo. Aránguiz tem jogado bem, e Alexis Sánchez e Vargas podem desequilibrar. No entanto, é inegável que a Argentina é favorita ao título.

Além de Messi jogando um absurdo, a Albiceleste deve contar com a volta de Ángel di María, e tem outras ótimas notícias. A Argentina tem dominado todos os seus adversários – sofreu em alguns momentos contra a Venezuela, é verdade, mas goleou o rival -, tendo mais posse de bola, trocando mais passes, criando muitas chances de gols e convertendo as oportunidades. Contra os Estados Unidos, por exemplo, o time de Tata Martino deu uma aula: teve 67% de posse e trocou 625 passes, contra apenas 33% e 191 dos estadunidenses. Além disso, finalizaram dez vezes e marcaram quatro gols. Os anfitriões não chutaram uma bola sequer no gol de Romero.

(Foto: Getty Images)

Higuaín, marcado pelos gols perdidos na final contra a Alemanha, vem se redimindo na CA100 com ótimas atuações e bolas nas redes. Ele é o vice-artilheiro da Argentina no torneio, com quatro gols. Banega, vivendo a melhor fase de sua carreira, está jogando demais no meio-campo, ajudando Messi na criação de jogadas, e todo o meio-campo e a defesa estão jogando bem, enquanto Romero continua fazendo boas intervenções quando necessário.

A Argentina é segura, dominante, está jogando um belo futebol e vencendo. Tem enorme qualidade técnica, tática, coletiva e individual. Muitos jogadores podem desequilibrar, e um deles é o melhor do mundo, capaz de mudar qualquer partida. A Albiceleste, sem sombra de dúvidas, tem a melhor seleção das Américas na atualidade, e uma das melhores do mundo. É favorita na final, e nunca pareceu tão pronta para acabar com o jejum. Messi, que vem dando seu maior show pela Argentina, pode coroar seu espetáculo e o novo recorde com o título tão perseguido pelo ele e seu povo. O camisa 10 pode ter o seu melhor presente de aniversário neste domingo.


Fonte: Goal.com

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