Ministério quer investigar improbidade em despoluição da Baía de Guanabara

O grupo de trabalho do Ministrio Pblico Federal (MPF) responsvel pela Olimpada quer investigar se houve improbidade nas obras de despoluio da Baa de Guanabara, um dos legados prometidos para a Rio-2016 e que no ser cumprido.

Criado para investigar notcias de corrupo com recursos pblicos federais nas obras dos Jogos Olmpicos 2016, o grupo do MPF suspeita de irregularidades na construo de estaes e elevatrios de gua realizadas pela Cedae (Companhia Estadual de guas e Esgotos do Rio de Janeiro), que esto total ou parcialmente inoperantes.

Em nota oficial divulgada nesta segunda (20), os procuradores afirmam que “o GT Olimpadas teve conhecimento de incontveis notcias denunciando grande dano ao errio pblico com desperdcio e desvio de recursos”.

Eles citam entrevista dada em 2012 pelo ento secretrio de ambiente do Rio, Carlos Minc, ao jornal “O Estado de So Paulo”, no qual ele citava “uma fraude cavalar, que foi fazer as estaes sem as redes de gua”.

Segundo Minc, o dinheiro disponvel para construir as redes que ligariam as casas s estaes de tratamento, oriundo de um fundo estadual especfico (Fecam), “ia para tudo, menos para saneamento e meio ambiente”.

O MPF diz que h indicaes de que novas estaes e elevatrias foram construdas posteriormente tambm sem as redes de esgotos, “estando inoperantes ou subutilizadas, em uma repetio dos mesmos erros”.

Procurada, a Cedae no se manifestou at a concluso deste texto.

O plano de despoluio da baa de Guanabara, local das disputas de vela dos Jogos, um dos principais fracassos j confirmados pelo governo.

O documento de candidatura do Brasil se comprometia a tratar 80% do esgoto que desgua na baa antes do incio dos Jogos. Hoje, estima-se que esse percentual ser de 50%.

Apesar da falha em cumprir a meta, para a APO (Autoridade Olmpica Brasileira) preciso olhar os avanos. “Houve ampliao de 10% para 50% no nvel de tratamento de esgoto na rea da baa”, diz Marcelo Pedroso, presidente da APO.

A SEA (Secretaria de Estado do Ambiente do Rio) culpa o modelo de gesto. “A baa possui vrios gestores e nenhum planejamento em comum visando a sua recuperao e preservao”, respondeu em nota Folha.


Fonte: Folha.com.br

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