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Movimentos sociais realizam ato contra presidente interino Michel Temer

Eles saíram em caminhada pelo Centro em Maceió; principal pauta é defesa da democracia

 

Trabalhadores e movimentos sociais e culturais participaram, na manhã desta sexta-feira (10), de um ato contra o governo do presidente interino Michel Temer. A concentração aconteceu na Praça Centenário, no Farol, e, de lá, eles saíram em caminhada pelas ruas do Centro, parando novamente na Praça Deodoro.

No local, onde fica o Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL) foram pregadas faixas contra Temer e contra o sistema judiciário brasileiro. "Queremos chamar atenção também para o que está acontecendo na Justiça brasileira, para como ela está se comportando. Queremos que ela seja imparcial", explicou a presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Rilda Alves.

 O movimento, que acontece nacionalmente, foi organizado pela entidade e teve a participação também de movimentos ligados à terra e à cultura. Segundo a presidente, o objetivo principal é se posicionar a favor da democracia e dos direitos trabalhistas e contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff.

 

Manifestantes ocuparam a Praça Deodoro, no Centro de Maceió

FOTO: LARISSA BASTOS

 

 

"Não concordamos com esse golpe e nem com essas reformas trabalhistas, como a previdenciária, que vai prejudicar principalmente as mulheres. Isso é um retrocesso, assim como o fim do Ministério do Desenvolvimento Agrário. O ministério foi uma conquista dos movimentos e trata dos direitos dos trabalhadores do campo. Queremos a volta deles e das políticas públicas", acrescentou Rilda.

 

Faixas foram penduradas na frente do Tribunal de Justiça 

FOTO: LARISSA BASTOS

De acordo com a organização, cerca de 3,5 mil pessoas participam do ato. Já a Polícia Militar (PM) estimou em mil pessoas o número de manifestantes. Durante a caminhada, eles realizaram manifestações culturais e levaram faixas também contra a privatização da Petrobras. 

 

"A sociedade civil organizada e os movimentos compareceram para protestar contra esse processo de golpe implantado pelo Temer, com interesses financeiros nacionais e internacionais. A juventude está participando e vai continuar na luta para não reconhecer esse governo golpista, que tira os direitos dos trabalhadores", destacou o deputado Paulão.

No próximo dia 16, acontece um novo ato com os trabalhadores do campo, que devem ocupar agências do INSS da capital e de mais dez cidades alagoanas. Participam da manifestação a CUT, os Sindicatos dos Trabalhadores em Educação (Sinteal) e dos Bancários e Financeiros, os Movimentos Via do Trabalho (MVT) e Sem-Terra (MST), o Sindicato e a Associação dos Docentes da Universidade Federal de Alagoas (Adufal).

 

 

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