Últimas

Mudanças no meio de campo e ataque: o caminho dos gols em um jogo longe de ser teste real

Na goleada sobre o Haiti, pela segunda rodada da fase de grupos da Copa América, o meio de campo foi o setor que teve mais mudanças


GOAL Por Tauan Ambrosio


Mesmo antes de a bola começar a rolar no Citrus Bowl, estava muito claro que a Seleção Brasileira entraria em campo para marcar uma chuva de gols sobre o Haiti. Afinal de contas, a discrepância de forças entre as equipes é gigantesca. Por isso mesmo, foi um jogo interessante para os comandados de Dunga adquirirem confiança… além de repararmos nas alternativas táticas.

O time que entrou em campo foi o mesmo da decepcionante estreia contra o Equador: o 4-1-4-1 com Alisson no gol e a primeira linha de defesa formada por Dani Alves, Marquinhos, Gil e Filipe Luís. À frente da zaga, o melhor jogador para tal função do futebol atual. E na frente de Casemiro, Willian, Elias, Renato Augusto e Philippe Coutinho. Jonas foi o encarregado do comando de ataque.

Escalação inicial

O Haiti se armou da mesma maneira, mas com o lateral-esquerdo Kim Jaggy mais livre para as subidas. A instrução era aproveitar os espaços deixados por Daniel Alves. No primeiro tempo, o tiro saiu pela culatra.

No total, a Seleção concentrou 45,6% de suas jogadas pelo lado esquerdo de seu ataque (ou seja, o flanco direito haitiano) – inclusive foi de lá que nasceu o primeiro gol, de Philippe Coutinho -, mas duas assistências para os outros tentos foram realizadas no lado direito, em jogadas de Daniel Alves.

(Foto: Lucas Figueiredo / MoWA Press)

Philippe Coutinho (2) e Renato Augusto fizeram gols e exacerbaram a fraqueza do adversário. Jonas deu uma assistência, mas não permaneceu para o segundo tempo. Dunga parece não ter gostado da exibição do camisa 9 e sacou o benfiquista no intervalo. Gabigol foi para campo. A entrada do atacante santista não mudou a estrutura da equipe, mas deu um pouco mais de velocidade.

Posição média final de Brasil e Haiti

Aos 59 minutos, em seu primeiro chute, Gabigol transformou a vitória em goleada. Em ritmo de pelada. Pouco depois, Casemiro (que levou cartão amarelo e será desfalque contra o Peru) saiu para a entrada de Lucas Lima. Renato Augusto passou a jogar mais recuado, e o 4-1-4-1 deu espaço para o 4-2-3-1. Centralizado na criação das jogadas, o camisa 10 não demorou para deixar o seu. Fácil demais.

Se no primeiro tempo a aposta haitiana era pelo lado de Daniel Alves, na etapa derradeira o gol de honra nasceu por ali. Dentro da área, Max Hilaire chutou para Alisson espalmar para o lado. No rebote, Marcelin completou. Chega a ser impressionante, mas o tento anotado pelo frágil rival chegou a abalar, mesmo que por poucos minutos, a Seleção Brasileira.



GOALVEJA TAMBÉM: GOAL
Gabigol queria mais | Dunga sabe que será sempre cobrado | Destaques: Willian, Coutinho e Willian


A opção de Dunga foi reforçar o meio de campo com Walace no lugar de Elias. Bom, também, para ver qual seria o comportamento do substituto mais óbvio de Casemiro. Não mudou o esquema, nem mesmo encerrou os gols. Antes do apito final, Renato Augusto e Philippe Coutinho voltaram a estufar as redes do goleiro Placide, que também efetuou grandes defesas.

Um jogo bom para os brasileiros se soltarem mais em campo, mas longe de ser um teste de verdade para a Seleção Brasileira.

Seleção Brasileira ao final do jogo


Fonte: Goal.com

Deixe seu comentário

Comentários via Facebook