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Ninho do Urubu: As táticas do Zé Ricardo: Nasce um novo Flamengo

“Diretoria precisa efetivar o treinador e dar segurança para que ele consiga colocar em campo suas ideias que já mudaram o Rubro-Negro”



GOAL Por Bruno Guedes


Apesar da derrota para o Fluminense – esta causada por erros individuais e não táticos -, o Flamengo hoje é uma nova equipe. Com transições mais rápidas ofensiva e defensivamente, o time já mostra uma definição e principalmente organização que há anos não demonstrava. Isso tudo em apenas 30 dias e sem tempo para muitos treinos. A hora é oportuna para efetivação e dar segurança para que Zé Ricardo coloque em prática tudo o que pretende, mas a sombra de uma chegada ou não de outro profissional o impede de ter calma. 

A primeira mudança é defensiva. Antes desorganizada e totalmente exposta, Zé montou o time para jogar num 4-1-4-1 pouco espaçado quando o Flamengo está sem a bola. Márcio Araújo, atrás da segunda linha de quatro, dá sustentação ao sistema. Com essa recuperação na defesa a equipe conseguiu se equilibrar e ter uma zona sólida, onde os gols, em sua maioria, surgem por eventuais erros individuais ou antecipação adversária. Obviamente é o início de um trabalho e requer tempo, mas já é algo vistoso.

Quando recupera a bola, a transição ofensiva é rápida, organizada e totalmente diferente de tudo o que o Flamengo fez nesses últimos anos. O time logo se arma numa espécie de 3-4-3, variando conforme a bola vai girando pelo meio campo. Dois jogadores são fundamentais nesse esquema: Alan Patrick e William Arão. O primeiro distribui a bola pela zona e encosta nos três atacantes. Já Arão fecha na linha intermediária e vira peça obrigatória na triangulação do setor. Os laterais também sobem, abrindo para dar amplitude ao ataque. A marcação alta também facilita o trabalho.

E é justamente no ataque em que as variações precisam de tempo para acontecer. Os dois pontas ficam abertos, tentando espaçar a defesa adversária e virar opção de passe. Mas quando a bola bate no pé de um dos volantes, principalmente do Arão, eles fecham em diagonal e entram na grande área. Neste momento os laterais sobem e o Flamengo ataca com até oito jogadores no campo do rival. Parick, Por vezes Márcio Araújo também sobe e forma um triângulo, dando opção de passe para todos os lados ofensivos.

O novo trabalho precisa do respaldo da diretoria. Mas antes é preciso que ela efetive Zé Ricardo e dê segurança para que consiga colocar em campo suas ideias que já mudaram o Rubro-Negro. Já os que estão com saudades de perder para Fortaleza, Volta Redonda e Vasco, como no primeiro semestre, que continuem a campanha por um medalhão que pratique um futebol que não existe há 10 anos.


Fonte: Goal.com

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