Opinião: Ser ou não ser relevante, uma questão de crescimento

Gabriel Moitas

Publicitário e da 3Pontos Comunicação

Debaixo de tantas mudanças no exercício da atividade publicitária, em especial na parte técnica, que inclui as diversas habilidades e talentos espalhados nos departamentos de uma agência, nós publicitários somos igualmente afetados pelas necessidades de ajustar nossas empresas às adversidades da economia. Sim, revemos custos diariamente, analisamos processos sistematicamente, negociamos com bancos e fornecedores e também temos nossa carga tributária bastante alta para a prestação de serviços.

Naturalmente, essas forças administrativas para a sobrevivência criam tensões que nos obrigam a pensar o que de fato é relevante nesse momento para as nossas empresas – no caso, as agências de comunicação. Obviamente, caberá a cada empresa fazer sua lista de escolhas. Porém, é importante ter na cabeça que redução de custo não é escolher linearmente o que é relevante ou não. Pois aquilo que é relevante é estratégico a curto, médio e longo prazos. Faz parte da vida da empresa e permitirá seu crescimento.

Indo para o universo do mercado publicitário, dos clientes anunciantes e dos que irão se tornar anunciantes, a comunicação deve ser considerada relevante; quando digo comunicação, falo daquela semente dentro da empresa, da crença em sua visão de futuro, que se comunica com o mercado e que  fará a diferença competitiva. As empresas precisam reforçar ou reinventar suas políticas de comunicação e, se não as têm, criá-las. Com isso, num segundo momento, contratar empresas que possam expandir essas políticas através de trabalhos de publicidade em qualquer que seja a plataforma (tradicional ou em mídias digitais).

A relevância do papel da comunicação é tão estratégica quanto a da contabilidade ou a do departamento jurídico, pois cabe à comunicação garantir o fluxo de ações com o mercado consumidor. Comunicar é preciso. Temos veículos altamente competentes para isso e que estão, de forma geral, adaptando-se às novas e constantes mudanças: temos diversos modelos de agência que podem atender a todos os tipos de cliente respeitando seus limites de verba e de cultura empresarial; e aqui, em Pernambuco, há uma imensidão de talentos e de profissionais com habilidades específicas que, somada às estratégias das empresas, com absoluta certeza fará um belo trabalho de construção de marca, de conquista e ampliação de mercado.

O fato de estarmos vivendo em um ambiente de constantes mudanças tecnológicas, mudanças comportamentais de consumo, crise política e econômica não deve impedir que avancemos na valorização da comunicação como ferramenta de crescimento empresarial de alto grau de relevância.

Ter a comunicação como relevante dentro da estratégia empresarial permitirá relação de crescimento e de envolvimento entre cliente, agências e veículos, pois todos nós dependemos dos consumidores, que precisam ser informados de forma pertinente e criativa das oportunidades de compras e de realizações de seus desejos e sonhos.

Desejos e sonhos são mais fortes do que momentos de crise. Se não fosse assim, não faria sentido termos jornais com anúncios, outdoors nas ruas, outbus circulando, TV com comerciais, embalagens bem pensadas, ações promocionais, anúncios e ações nas plataformas sociais, entre tantos outros.

Os consumidores estão aí. Na rua. Tudo bem, com menos dinheiro e crédito, porém eles são como nós, possuem sonhos, querem consumir, curtir a vida, amar, trabalhar e ser reconhecidos e recompensados através das compras e marcas. Obviamente a vida não é só isso, no entanto, a publicidade e a comunicação permitem que tudo ganhe mais relevância na vida de todos.

Portanto, quando estiver planejando ou pensando na sua empresa e na sua gestão, considere relevante e importante o papel da comunicação e da publicidade para fortalecer o elo entre os seus produtos e  seus serviços com a sociedade, e, como diriam os mais antigos e sábios: “propaganda é, e sempre será, a alma do negócio”.


Fonte: Diário de Pernambuco

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