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Palco da final de 94, Rose Bowl é mais lembrado pelo futebol americano

Estádio de 93 anos abriga jogos da Universidade da Califórnia, mas partidas de futebol raramente ocorrem lá ocorrem além da Copa América



GOAL Por Matheus Harb, de Los Angeles (EUA)


Em termos esportivos, pode-se dizer que não há maior honra para uma cidade do que receber uma final de Copa do Mundo. A afirmação, na verdade, pode servir para a maior parte das nações mundiais, mas parece não ser o caso dos Estados Unidos – e, em especial, da cidade de Pasadena e seu Rose Bowl.

Isso porque, apesar do reconhecimento global como o palco da decisão de 1994, vencida pelo Brasil, o quase centenário estádio (completa 94 anos em outubro) está mais intimamente ligado com a verdadeira paixão estadunidense mais do que qualquer coisa: são as partidas de futebol americano, em especial aquela que dá nome ao estádio, que mais vêm à memória dos residentes da cidade localizada ao nordeste do centro de Los Angeles.

(Arte: Goal.com)

Disputado no primeiro dia do ano, o Rose Bowl Game tirou seu nome do estádio, que desde seu primeiro ano abriga uma das decisões mais importantes do calendário do futebol americano universitário, e a mais antiga do esporte neste nível. Não é à toa que o Granddady of Them All (O avô de todos, em inglês) é imortalizado temporada após temporada na própria arena, com o entrada sul servindo como Hall da Fama, onde são registrados todos os MVPs (melhor jogador) e os técnicos campeões da partida que ajudaram a construir a história e a mitologia do lugar.

Não é à toa que muitas equipes, desde então, passaram a adotar o marco de Pasadena como sua casa: times colegiais de futebol americano mandam algumas partidas no local, e, desde 1982, os Bruins da UCLA – onde o Brasil até chegou a treinar recentemente – recebem seus adversários no Rose Bowl. A presença em peso da torcida, que seguidamente toma boa parte dos mais de 92 mil lugares disponíveis a cada partida, faz compensar a verdadeira viagem entre o estádio e o campus, distantes cerca de 40 km um do outro – cerca de 40 minutos, em condições favoráveis de trânsito.


Seleção faz reconhecimento de gramado no Rose Bowl (Foto: Matheus Harb/Goal.com)

O ‘Passeio dos Campeões’, um hall da fama na fachada sul do estádio (Foto: Matheus Harb/Goal.com)

UCLA recebe a USC no clássico local com casa cheia (Foto: Harry How/Getty Images)

Além da decisão de 94, o Rose Bowl ainda sediou a disputa da medalha de Ouro nos Jogos Olímpicos de Los Angeles de 1984 – quando o Brasil foi derrotado pela França – e a final da terceira edição da Copa do Mundo Feminina, conquistada pelos Estados Unidos, em 1999, quando se tornou o único estádio no mundo a ter recebido os três grandes eventos do futebol mundial. E, mesmo assim, o soccer ainda parece longe de se tornar um fenômeno no local.

Entre os anos 1970 e 80, Los Angeles criou franquias de futebol que tiveram o Rose Bowl como casa: os LA Wolves e os LA Aztecs, que foram extintos em 1968 e 1981, respectivamente. Além disso, o LA Galaxy da Major League Soccer também abrigou partidas nos seus primeiros anos, entre 1996 e 2002, até se mudar para o StubHub Center, em Carson, ao sul da metrópole. A construção do estádio do novo LAFC, que se juntará à liga norte-americana em 2018 e conta com algumas celebridades entre seus sócios, indica que o soccer ganha força na Califórnia, mas que o Rose Bowl parece longe deste processo.


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Fonte: Goal.com

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