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Passagem de Dunga na seleção foi marcada por frases polêmicas

A carreira de Dunga é marcada por vários episódios de atrito com a imprensa e jogadores. Na sua segunda passagem como técnico da seleção, encerrada nesta terça-feira (14), ele tentou controlar suas declarações, mas acabou protagonizando várias polêmicas.

A maior delas aconteceu durante a Copa América, em junho de 2015, quando se comparou a um “afrodescendente” ao se defender das críticas ao seu trabalho na seleção brasileira. Quase três horas depois, ele se desculpou pela frase.

Além disso, ameaçou processar Romário e criticou Thiago Silva quando o ex-capitão da seleção reclamou de perder a tarja de capitão.

Confira baixo algumas declarações marcantes do treinador em sua última passagem pelo comando da seleção:

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“Não vou vender um sonho, vou vender uma realidade. E a realidade precisa de trabalho. Não podemos passar para o torcedor que somos os melhores”
22.jul.2014, sobre a seleção após o 7 a 1

“Eu acredito muito no torcedor brasileiro. Minha meta é mudar a maneira de as pessoas pensarem a meu respeito”
22.jul.2014, sobre relação com os torcedores

“Por ser oriundo do futebol, na outra passagem, foquei mais no trabalho dentro de campo. Agora é normal que tenha que aprimorar meu relacionamento com a imprensa. É minha culpa pela relação que tivemos”
22.jul.2014, sobre relacionamento com a imprensa

“O que a gente quer é não jogar em função do Neymar. Ele vai jogar em função do Brasil”
27.jul.2014, em entrevista ao “Fantástico”, sobre o protagonismo de Neymar na seleção

“Uma cena de choro como a do jogo contra o Chile [na Copa de 2014] pega mal no meio do futebol. Nós somos machistas, temos aquela coisa de que homem não chora”
27.jul.2014, em entrevista à “Veja”, sobre o choro dos jogadores após a classificação nos pênaltis às quartas de final da Copa

“Ele é o melhor jogador brasileiro. Para ter carimbo de craque, tem de ter o carimbo de campeão do mundo nas costas”
16.ago.2014, em entrevista à “Época”, sobre Neymar

“Na seleção brasileira, ninguém perde nada. Ninguém é dono de nada. Aqui você tem que conquistar, minuto a minuto, segundo a segundo”
17.nov.2014, após Thiago Silva reclamar de ter perdido a faixa de capitão

“Eu até acho que sou afrodescendente, de tanto que apanhei e gosto de apanhar. Os caras olham pra mim e falam: ‘vamos bater nesse aí’. E aí começam a me bater. Sem noção, sem nada, começam a me bater”
26.jun.2015, antes do jogo contra o Paraguai, na Copa América

“Quero me desculpar com todos que possam se sentir ofendidos com a minha declaração sobre os afrodescendentes. A maneira como me expressei não reflete os meus sentimentos e opiniões”
26.jun.2015, se desculpando após a declaração

“Ficamos 40 anos sem ganhar Copa América já e continuamos jogando. Quando ganhamos a Copa América falaram que não valia nada, então o que vale é eliminatória e Copa do Mundo”
28.jun.2015, após eliminação na Copa América para o Paraguai

“Pode até ser culpa minha, do jeito que eu trabalho ou de jogo, mas as pessoas têm pé atrás comigo. Só querem ver ganhar. Não tem outra fórmula”
7.set.2015, dizendo ser perseguido por sua forma de comandar a seleção

“Repudio as declarações de quem disse ser meu amigo, mas não é. Amizade pressupõe respeito, lealdade e estrita confiança na integridade de quem dedicamos aquele sentimento. Por isso, o senador Romário nunca esteve no meu rol de amigos e, fica, na obrigação de apresentar os fatos”
28.set.2015, respondendo a Romário o ex-atacante afirmar em entrevista que o treinador está “envolvido na sujeira da CBF”

“Temos que parar de tratar jogador com paternalismo. Temos que tratá-los como profissionais, como acontece em seus clubes na Europa”
6.dez.2015, em entrevista à TV Globo

“O jogador que quer estar na seleção deve ter atitude, responsabilidade e comprometimento”
15.mar.2016, justificando ausência de Marcelo em convocação para as eliminatórias; o jogador não teria comunicado ao médico da seleção que tinha se recuperado de lesão

“Se em outras eliminatórias, que não considerávamos tão difíceis, a gente sempre se classificou nas últimas rodadas, essa vai ser ainda mais complicada”
29.mar.2016, sobre o desafio de classificar o Brasil para a Copa de 2018

“O Equador mantém uma base há muito tempo, e nós temos várias mudanças. (…) Neste ponto eles [equatorianos] estão na frente, porque têm uma equipe há um bom tempo jogando junto”
3.jun.2016, antes do empate na estreia da Copa América Centenário

“Só tenho medo da morte”
13.jun.2016, respondendo se tinha medo de perder o cargo de técnico da seleção após ser eliminado na Copa América Centenário


Fonte: Folha.com.br

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