PL Brasil: A seleção que decepcionou mais uma vez

A eliminação precoce e a saída de Roy Hodgson da equipe inglesa



GOAL Por  Ana Luiz Honma – Premier League Brasil


Uma derrota que custou o cargo de Roy Hodgson na seleção inglesa. Ou seria a eliminação apenas a ponta de um iceberg composto por decepções sofridas pelos ingleses nos últimos anos que, no final, levaram o então técnico inglês à saída do English Team?

Tida como uma das eliminações mais humilhantes da história do futebol inglês pela imprensa britânica, a Inglaterra já dava indícios que poderia decepcionar na Eurocopa (mesmo tendo chegado à competição como uma das favoritas a vencê-la). Com dois empates na fase de grupos (contra as fracas Rússia e Eslováquia) e uma vitória em cima do País de Gales, a equipe de Hodgson terminou a fase de grupos apenas na segunda colocação, atrás do estreante (e vizinho) País de Gales.

A chave foi definida e a equipe de Hodgson pegaria a Islândia. Parecia fácil, não é? Mas não foi e Wayne Rooney e companhia foram eliminados. Pois é. Eliminados pela Islândia, dos impressionantes 332 mil habitantes (para efeito de comparação, a cidade de São Paulo conta com 11,2 milhões de habitantes). A dos gritos vikings. A dos apenas 100 jogadores profissionais. A que Cristiano Ronaldo disse que não chegaria a lugar nenhum na competição. É, a “pequena” Islândia foi a responsável pela eliminação da favoritíssima Inglaterra. Mas onde foi que o técnico inglês errou?

Não somos os donos da razão (e não queremos ser), mas alguns fatores incomodam nessa precoce eliminação dos ingleses. Como a insistência de Hodgson em manter Raheem Sterling no time mesmo com o jovem jogador não rendendo o que poderia e sendo duramente criticado pela imprensa e pelos torcedores ingleses. Não muito diferente do meia, Harry Kane também não conseguiu repetir as boas atuações que teve com o Tottenham e frustrou os fãs do English Team durante a Eurocopa. Torcedores, aliás, que viram o alto atacante cobrar faltas e escanteios em vez de estar na grande área para tentar o cabeceio por opção do técnico.

O que dizer, então, das substituições tardias, mesmo com a Inglaterra estando atrás no placar desde os 18 minutos de jogo? Isso sem contar a entrada de Jamie Vardy apenas aos 60 minutos de partida e de Marcus Rashford quando o relógio já quase apontava o final da etapa regulamentar. Falando no vice artilheiro do Campeonato Inglês, por que deixar um dos maiores destaques do Leicester na competição nacional entre os reservas? Por que não formar um ataque com Vardy e Kane, dupla que somou 49 gols na última temporada da Premier League? Estas são algumas das incógnitas que Hodgson deixou para a imaginação dos fãs da seleção inglesa.

Somando os onze jogos que o English Team disputou sob o comando do técnico inglês (nas Eurocopas de 2012 e 2016 e na Copa do Mundo de 2014), os ingleses saíram vencedores em apenas três ocasiões. Muito pouco para uma seleção que conta com bons jogadores e torcedores apaixonados, que agora estão na expectativa de quem será o novo comandante da Inglaterra e desejam, mesmo que internamente, que acertem na escolha.

Por fim, resta saber se alguém (e quem) seguirá o caminho aberto por Roy Hodgson e deixará a seleção inglesa para trás.


Fonte: Goal.com

Deixe seu comentário

Comentários via Facebook