PL Brasil: O que representa a permanência de John Terry no Chelsea?

Xerife dos Blues está perto de aposentar, mas diretoria renovou seu contrato por mais uma temporada. Era o mínimo a se esperar



GOAL Por Julio César Puiati – Premier League Brasil


Há algumas semanas, no dia 18 de maio, John Terry se encontrava junto a diretoria dos Blues para assinar uma extensão de contrato que vincularia o seu futuro no clube por mais uma temporada. Prestes a aposentar, o zagueiro de 35 anos já havia admitido interesse em renovar, entretanto, antes de colocar a caneta no papel, o Chelsea parecia fazer jogo duro em relação ao acordo. Felizmente, a história teve um final feliz, como todos nós já sabemos. Pelo menos por enquanto…

Antes de expor a ideia central do presente artigo, que tal darmos uma passada na (vitoriosa) carreira do rapaz que chegou ao clube londrino com apenas quatorze anos de idade?

John George Terry, nascido em um subúrbio localizado no leste da capital inglesa, defende as cores do Chelsea desde 1995, quando deixou as categorias de base do West Ham. Estreou pela equipe principal três anos depois e, desde então, disputou o incrível número de 703 partidas oficias pelos Blues. Em 2004, foi escolhido capitão da esquadra azul pelo técnico José Mourinho.

Suas conquistas ao longo da carreira invejam até os mais vitoriosos: quatro Premier Leagues (2004–05, 2005–06, 2009–10, 2014–15), cinco Copas da Inglaterra (1999–00, 2006–07, 2008–09, 2009–10, 2011–12), três Copas da Liga Inglesa (2004–05, 2006–07, 2014–15), duas Supercopas da Inglaterra (2005, 2009), uma Europa League (2012–13) e, por fim (e não menos importante), a gloriosa Champions League de 2011–12, contra os alemães do Bayern de Munique. Fora as premiações individuais.

Pela Premier League, as estatísticas colocam John Terry em um patamar onde pouquíssimos jogadores se dão ao luxo de estar. Levando em conta partidas disputadas na era moderna da elite inglesa, Terry é o defensor com o maior número de gols anotados (40), dois a mais que David Unsworth, ex-Everton. Com o capitão em campo, o Chelsea venceu 71.3% dos seus compromissos e conseguiu uma média de 2.1 pontos por cotejo. Sem ele, a estatística cai para 1.7 pontos conquistados.

Por si só, os argumentos acima já são o suficiente para responder a pergunta: Terry merecia uma renovação de contrato? Não só merecia como merece e merecerá, caso queira se aposentar em Stamford Bridge. Mais do que dados estatísticos, ele foi a personificação do sucesso e da alegria proporcionada aos torcedores azuis durante o período mais vitorioso da história do clube londrino.

Frank Lampard, do próprio Chelsea e Steven Gerrard, figura icônica do Liverpool, não tiveram a mesma sorte. Os lendários meio-campistas do English Team também estavam inclinados a continuar cada um em suas respectivas equipes, mas acabaram parando no futebol norte-americano. Lampard, ainda, com uma tímida passagem pelo Manchester City. 

(Fotos: Getty Images)

“Estou muito feliz em assinar esse acordo.Todos sabem que sou Chelsea por completo”, disse Terry à imprensa britânica. Nem que isso signifique redução de salários ou lugar cativo no banco de reservas, eu completaria. Poder contar com a visão de jogo e a experiência de jogadores do cacife de John Terry junto ao resto do elenco pode gerar frutos incalculáveis. Principalmente aos jovens. Ora, se sou um adolescente começando a carreira na Roma, me parece muito inspirador ter a oportunidade de treinar todos os dias ao lado de Francesco Totti. Ou estou errado?

Renovar o contrato de um atleta experiente que dedicou a maior parte da profissão a um único e exclusivo time é uma prova de gratidão. Cartolas, está na hora de dar mais valor ao passado e aos arautos do sucesso! Será que sem John Terry, Super Frankie e Stevie G vocês estariam na mesma situação?


Fonte: Goal.com

Deixe seu comentário

Comentários via Facebook