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Plenário deve votar o processo de impeachment depois das Olimpíadas

Raimundo Lira (E), o presidente, conversa com Antonio Anastasia, o relator da comiss
Raimundo Lira (E), o presidente, conversa com Antonio Anastasia, o relator da comisso do impeachment. Foto: Geraldo Magela/Agncia Senado

Depois de três semanas, a fase de depoimentos de testemunhas chegou ao fim na comissão especial do impeachment. O próximo encontro do colegiado está marcado para terça-feira. O julgamento final do impeachment da presidente afastada, Dilma Rousseff, em plenário, só deve ocorrer após as Olimpíadas, em 21 de agosto. Enquanto os prazos correm, senadores contrários ao impedimento debatem um projeto para pedir novas eleições antes de 2018, e conseguir o voto de parlamentares ditos indecisos. O assunto foi discutido em jantar ontem na casa do senador Roberto Requião (PMDB-PR). A proposta é vista como a última cartada para conseguir a volta de Dilma, que a encamparia, uma vez que retornasse ao exercício da presidência. A ideia, no entanto, enfrenta resistência.

O último encontro na casa de Requião para tratar do assunto foi há cerca de um mês. Para esta quarta-feira, eram esperados de 25 a 28 senadores, sendo 22 os que votaram contra a admissibilidade do processo no Senado e mais os que se dizem incertos sobre o julgamento final. O objetivo é unir o grupo em torno de uma única proposta, que seja uma bandeira para defender a volta de Dilma. Seriam colocadas ontem na mesa propostas de juristas, como a elaboração de uma proposta de emenda à Constituição — que precisa de três quintos para ser aprovada —, um plebiscito e um projeto de resolução do Congresso. Entre os próprios parlamentares, há divergências não só sobre o formato, mas se o ideal seria convocar eleições gerais ou presidenciais, por exemplo.


Fonte: Diário de Pernambuco

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